Concurso de arquitetura busca projeto para parque tecnológico em Santa Catarina

Concurso de arquitetura busca projeto para parque tecnológico em Santa Catarina

O Perini Business Park e o Join.Valle, programa da prefeitura de Joinville voltado à nova gestão do espaço urbano, lançaram um concurso público para o projeto arquitetônico do Ágora Tech Park, que será implantado na cidade catarinense. O polo tecnológico poderá sediar diferentes tipos de empreendimentos, como startups, empresas de tecnologia, laboratórios, centros de pesquisa e demais atividades relacionadas à tecnologia e inovação.

A competição, aberta a escritórios de todo o Brasil, tem o apoio da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura de Santa Catarina (AsBEA-SC). O desafio é desenvolver um projeto para a ocupação da área de 70 mil m² do parque tecnológico, além do estudo completo para a construção do primeiro prédio do complexo, com cerca de 4 mil m².

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As cicatrizes das fôrmas das paredes de concreto são o pano de fundo para o equilíbrio impecável da Casa DR, de Marcos Bertoldi, em Itajaí (SC)

As cicatrizes das fôrmas das paredes de concreto são o pano de fundo para o equilíbrio impecável da Casa DR, de Marcos Bertoldi, em Itajaí (SC)

“Uma caixa de sensações e experiências.” É assim que o arquiteto define o projeto que tem a leveza e a transparência de planos equilibrados e a força do concreto como elementos predominantes. “Interiores em proporções variadas são acessados por percursos verticais e horizontais, onde, a cada momento, a geografia interna dos espaços se revela”, descreve Bertoldi. O deslocamento pela atmosfera criada conduz o olhar através de perspectivas e pontos focais. Percepções conectadas à paisagem externa, natural e construída e moduladas pela luz e pela atmosfera, são percebidas por meio do vazio central proposto e pelas grandes esquadrias presentes nas faces menores do prisma concebido.

O PROJETO
A atmosfera se desenvolve, nos seus espaços principais, em torno de um vazio central que intersecciona os três pavimentos. No andar inferior, este vazio dá lugar a um pátio ajardinado com uma forração de maranta-barriga-de-sapo e uma árvore, e conduz a luz e a ventilação naturais para a garagem, acesso diário dos moradores. Esse vazio possibilita a fluidez da circulação pela casa e permite o acesso visual aos outros ambientes da casa. Há ainda outros dois níveis de ajardinamento, (floreira e pátio).

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Base monocromática valoriza o verde do panorama externo em projeto da Pimont Arquitetura para sede catarinense de empresa de tecnologia

Base monocromática valoriza o verde do panorama externo em projeto da Pimont Arquitetura para sede catarinense de empresa de tecnologia

Duas fachadas opostas envidraçadas, uma delas voltada para uma área de preservação e orientada para o sul são o ponto focal da proposta da Pimont para a sede da empresa de tecnologia Aurum, em Santa Mônica, Santa Catarina. Protegida da insolação pela orientação, a caixilharia emoldura o verde da paisagem e é, ao lado da parede de tijolos de barro, o principal ponto cromático da composição.

“Neste projeto, mais do que nunca a paisagem foi valorizada. A escolha do espaço, com uma das fachadas especialmente voltada para uma área de preservação e orientada para o sul, protegida da insolação, conferiu ao projeto características muito especiais”, explica Henrique Pimont, que ao lado de Mirela Moser concebeu o novo arranjo.

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Pesquisa de preços: caixilharia de alumínio da Casa Bravos, em Itajaí, Santa Catarina

Pesquisa de preços: caixilharia de alumínio da Casa Bravos, em Itajaí, Santa Catarina

Transparência e opacidade são a marca registrada da Casa Bravos, projeto do escritório Jobim Carlevaro Arquitetos em Itajaí (SC). A caixilharia de alumínio, esguia e quase invisível, traça os limites entre interno e externo, evidenciando a madeira e o concreto.

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Sutil jogo entre transparência e opacidade, criteriosa escolha de matérias-primas e volumetria baseada em planos bem demarcados são as apostas preponderantes de residência voltada para o mar no litoral catarinense

Sutil jogo entre transparência e opacidade, criteriosa escolha de matérias-primas e volumetria baseada em planos bem demarcados são as apostas preponderantes de residência voltada para o mar no litoral catarinense

O desejo dos clientes era que os materiais usados na construção desta casa em Itajaí, SC, se apresentassem sem disfarces: “Eles queriam que cada elemento revelasse sua aparência original, com o mínimo possível de revestimentos”, conta o arquiteto Marcos Jobim, sócio do escritório Jobim Carlevaro Arquitetos, de Florianópolis, responsável pela elaboração do projeto. A partir dessa ideia, a proposta pautou-se pela busca de beleza estrutural e pela objetividade do uso de materiais – quase nada além de concreto, vidro e madeira.

Outra solicitação foi que as principais aberturas dos quartos e da sala fossem orientadas para o oceano, a cerca de 600 metros dali. As construções do entorno barram a vista, mas não a brisa do mar, propiciando uma agradável experiência sensorial e ventilação natural. A valorização da face leste, que recebe sol pela manhã, foi a responsável pela conquista de luz e calor na medida exata do conforto.

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Cobertura retrátil criada por Gustavo Correia Utrabo e Pedro Lass Duschenes para o vão central preserva a arquitetura original do Mercado Público de Florianópolis

Cobertura retrátil criada por Gustavo Correia Utrabo e Pedro Lass Duschenes para o vão central preserva a arquitetura original do Mercado Público de Florianópolis

A nova cobertura do vão central do Mercado Público de Florianópolis, SC, foi projetada pelos arquitetos Gustavo Correia Utrabo e Pedro Lass Duschenes para interferir minimamente no conjunto arquitetônico original, tombado como patrimônio cultural municipal em 1984. Sustentada por apenas duas colunas metálicas, a cobertura de duplo balanço, elevada nas extremidades, protege os usuários da chuva e do sol intenso sem bloquear a vista das fachadas internas do mercado. Em vez de telhas, foram empregadas membranas opacas brancas de poliéster, que se retraem em momentos oportunos, como em noites estreladas ou quando o clima está agradável.

O projeto de Utrabo e Duschenes foi o grande vencedor do concurso nacional do vão central do Mercado Público de Florianópolis, promovido em 2013 pelo Instituto de Planejamento Urbano (Ipuf), em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil de Santa Catarina (IAB-SC). A pouca interferência do elemento no mercado foi um dos aspectos enaltecidos pelo júri, que também elogiou o sistema de retração das membranas, que garante diversos graus de luminosidade e conforto térmico.

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