As cicatrizes das fôrmas das paredes de concreto são o pano de fundo para o equilíbrio impecável da Casa DR, de Marcos Bertoldi, em Itajaí (SC)

As cicatrizes das fôrmas das paredes de concreto são o pano de fundo para o equilíbrio impecável da Casa DR, de Marcos Bertoldi, em Itajaí (SC)

“Uma caixa de sensações e experiências.” É assim que o arquiteto define o projeto que tem a leveza e a transparência de planos equilibrados e a força do concreto como elementos predominantes. “Interiores em proporções variadas são acessados por percursos verticais e horizontais, onde, a cada momento, a geografia interna dos espaços se revela”, descreve Bertoldi. O deslocamento pela atmosfera criada conduz o olhar através de perspectivas e pontos focais. Percepções conectadas à paisagem externa, natural e construída e moduladas pela luz e pela atmosfera, são percebidas por meio do vazio central proposto e pelas grandes esquadrias presentes nas faces menores do prisma concebido.

O PROJETO
A atmosfera se desenvolve, nos seus espaços principais, em torno de um vazio central que intersecciona os três pavimentos. No andar inferior, este vazio dá lugar a um pátio ajardinado com uma forração de maranta-barriga-de-sapo e uma árvore, e conduz a luz e a ventilação naturais para a garagem, acesso diário dos moradores. Esse vazio possibilita a fluidez da circulação pela casa e permite o acesso visual aos outros ambientes da casa. Há ainda outros dois níveis de ajardinamento, (floreira e pátio).

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Inscrições para o Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura se encerram dia 2 de novembro

Inscrições para o Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura se encerram dia 2 de novembro

Estão abertas até a próxima quinta-feira (2) as inscrições para o 5º Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura – Habitat Sustentável, que visa reconhecer projetos que possuam conforto, inovação e sustentabilidade.

“Os projetos ou edificações devem apresentar atributos de conforto, inovação e sustentabilidade, privilegiando o ser humano e o meio ambiente, inovando na escolha de materiais e nos processos de construção”, comenta o diretor de Marketing Habitat da Saint-Gobain, Paulo Perez.

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Schmidt Hammer Lassen Architects projeta torre de uso misto em Detroit

Schmidt Hammer Lassen Architects projeta torre de uso misto em Detroit

O escritório Schmidt Hammer Lassen Architects irá desenvolver no coração de Detroit, nos Estados Unidos, um edifício de uso misto com mais de 480 unidades residenciais, espaços comerciais e áreas públicas. O projeto foi encomendado pela Bedrock Management Service LLC e desenvolvido em parceria com o Neumann Smith, a empresa de engenharia Buro Happold e os arquitetos paisagistas SLA

O Schmidt Hammer Lassen desenvolveu um projeto que interagisse harmoniosamente com a primeira torre de escritórios de arranha-céus de Detroit.

Com praças públicas e espaços verdes, a nova torre terá pé direito alto e pisos largos, proporcionando maior incidência de luz natural em todo o edifício. Uma das grandes preocupações do projeto foi proporcionar espaços públicos com segurança integral na área de 4.400 metros quadrados.

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Empreendimento de programa misto na capital chinesa harmoniza áreas residenciais e comerciais, além de oferecer à cidade um parque público guiado por escolhas sustentáveis

Empreendimento de programa misto na capital chinesa harmoniza áreas residenciais e comerciais, além de oferecer à cidade um parque público guiado por escolhas sustentáveis

No noroeste de Pequim, o distrito de Changping espreme-se entre as lendárias montanhas enevoadas do Parque Nacional de Dayashan e os tentáculos de uma das metrópoles mais poluídas do planeta, cujo centro está a 35 km dali. Ajudar a área a enfrentar positivamente seu crescente desenvolvimento foi a proposta do estúdio anglo-americano Martha Schwartz Partners (MSP), especializado em paisagismo e urbanismo, ao conceber o Beiqijia Technology Business District.

Implantado em um terreno de 60 mil m², o empreendimento de uso misto acomoda, em zonas distintas, um conjunto de edifícios corporativos e um condomínio residencial, ambos com as edificações assinadas pelo escritório de arquitetura global RTKL. No centro, o coração do projeto é um parque destinado não apenas a moradores e funcionários, mas aberto ao público – uma gentileza para a população baseada no conceito de porosidade, segundo o qual a diminuição das barreiras que apartam os espaços privados das áreas comuns é condição básica para o surgimento de cidades mais amigáveis.

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Em condomínio horizontal de casas geminadas em São Paulo, a privacidade é garantida por muxarabiês de madeira, que se sobressaem na composição arquitetônica

Em condomínio horizontal de casas geminadas em São Paulo, a privacidade é garantida por muxarabiês de madeira, que se sobressaem na composição arquitetônica

Erguido no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, o Vila Sagres é um condomínio horizontal de casas geminadas que se distribuem ao longo de uma rua de pedestres sobreposta a um estacionamento subterrâneo. A decisão de construir casas ligadas entre si, sem recuos laterais, trouxe ganho de área útil para as unidades, além de um melhor aproveitamento do terreno, da mesma forma que a opção pela garagem no subsolo. Da busca pela privacidade dos moradores surgem elementos arquitetônicos como os muxarabiês de madeira nas fachadas frontais, um dos destaques do projeto de arquitetura criado pelo escritório Pessoa Arquitetos. As tramas de madeira comuns na arquitetura colonial portuguesa são herança das invasões mouras na Península Ibérica.

O estudo de viabilidade feito pelo arquiteto Jorge Pessoa para o cliente – incorporador e construtor – indicou a possibilidade de inserir até 12 unidades residenciais de 250 m2 cada no lote. No entanto, optou-se por fazer duas casas maiores como estratégia para acelerar as vendas, o que, segundo o arquiteto, mostrou-se eficiente.

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Residência em Campos de Jordão tem formato elíptico criado a partir de barras calandradas de eixo curvo e combina estrutura metálica, madeira e vidro

Residência em Campos de Jordão tem formato elíptico criado a partir de barras calandradas de eixo curvo e combina estrutura metálica, madeira e vidro

A BUSCA DA FORMA
A Casa Pinhão está situada na Serra da Mantiqueira, interior de São Paulo, implantada no topo de um morro em terreno de 5.350 m². O projeto, de formato elíptico, apoia-se sobre 25 pilares estruturais que sustentam quatro pavimentos distribuídos em 1.300 m². Para lidar com o clima frio, combinam-se o uso intenso do aço nas estruturas, a madeira como isolante térmico e o uso extensivo do vidro nas faces de maior incidência de sol, proporcionando o aquecimento passivo dos ambientes internos, a compensação do gasto de energia e maior vista para as paisagens. A solução é complementada por formas ativas de calefação, como o forno-lareira italiano da sala e aquecedores de ambientes e de piso, principalmente nos banheiros e no spa pelo uso do piso radiante.

Das araucárias e pinheiros há a aderência morfológica para uma arquitetura que contemplasse pilares esbeltos. Do pinhão, extraiu-se a cor de caracterização e referencial do local e a forma de cone e base circular.

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