Edifício JCândido, concebido pela OCA em Porto Alegre, é exemplo no tratamento variado de fachadas

Edifício JCândido, concebido pela OCA em Porto Alegre, é exemplo no tratamento variado de fachadas

Um prédio de arquitetura autoral que se erguesse como um sopro de novidade em meio à paisagem do tradicional bairro Higienópolis na capital gaúcha. Eis o principal pedido da incorporadora MKS Empreendimentos à equipe de profissionais da Oficina Conceito Arquitetura (OCA). Já nas primeiras conversas sobre aquele que viria a se tornar o JCândido, edifício residencial com seis andares de estilo contemporâneo, o que se descortinava era o estabelecimento de um diálogo franco e fértil entre o discurso lógico do mercado imobiliário e a vibrante possibilidade de a arquitetura contribuir ativamente no desenho de cidades mais vivas, abertas e generosas.

Iniciada a fase de projeto, o primeiro desafio foi conceber o programa de acordo com as limitações do lote, de boa profundidade (45 m), porém com testada bastante reduzida (apenas 13,5 m). Levando em conta o desejo de que a edificação tivesse recuo suficiente para permitir aberturas em toda a extensão das fachadas laterais – o que impactaria consideravelmente nos ganhos de iluminação e ventilação cruzadas das unidades –, a largura disponível ficava ainda mais restrita. Chegou-se então ao traçado de um corpo de prédio com 7 m de largura e 32 m de profundidade, mantendo uma boa proporção estética com relação à sua altura, de 17,5 m.

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IAB-RS denuncia irregularidades no projeto do Cais Mauá, em Porto Alegre

IAB-RS denuncia irregularidades no projeto do Cais Mauá, em Porto Alegre

No dia 28 de julho, o Departamento Rio Grande do Sul do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS) entrou com uma Ação Civil Pública (ACP) no Juizado da Fazenda Pública devido a irregularidades encontradas no licenciamento do projeto urbanístico para a área do Cais Mauá, em Porto Alegre.

Conforme informações da entidade, as irregularidades constam na Lei Complementar 638 de 2010, que estabeleceu regras de uso e ocupação da área do Cais Mauá, presente nos documentos do Edital de Concessão da Área pelo governo, publicado no mesmo ano. As diretrizes eram válidas para investidores que iniciassem as obras até 31 de dezembro de 2012, de acordo com o Art. 17 da Lei, que estabelecia prazo para o Executivo Municipal determinar novos critérios de atualização, que também não foi seguido.

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Ícone do Parque Farroupilha e da arquitetura moderna brasileira, Auditório Araújo Vianna tem retrofit do MooMAA implementado parcialmente

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De anfiteatro ao ar livre a uma das mais modernas salas de espetáculos da capital gaúcha, o Auditório Araújo Vianna, no Parque Farroupilha, é dono de uma respeitável trajetória de mais de meio século, entrelaçada com a memória da própria cidade.

Concebido durante o movimento de vanguarda da arquitetura moderna brasileira, na década de 1950, o projeto nasceu das pranchetas dos arquitetos Carlos Maximiliano Fayet e Moacyr Moojen Marques, então funcionários da Divisão de Urbanismo da Secretaria de Obras da prefeitura de Porto Alegre. Decretada a desativação da primeira versão do auditório, que ficava na Praça da Matriz (veja a linha do tempo), a dupla teve como missão colaborar com a escolha de um local para a sua implantação, desenvolver o projeto arquitetônico e administrar a obra.

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