Vidro, pedra e madeira se mesclam em residência de Sidney Quintela localizada em vila litorânea próxima da Grande Lisboa, em Portugal

Vidro, pedra e madeira se mesclam em residência de Sidney Quintela localizada em vila litorânea próxima da Grande Lisboa, em Portugal

As generosas esquadrias desta residência em um condomínio fechado na Praia da Torre, em Oeiras, Portugal, simbolizam e concretizam o desejo da jovem proprietária de estabelecer uma relação de transparência com a poética paisagem do entorno. Autor do projeto, o arquiteto baiano Sidney Quintela, do SQ+ Arquitetos Associados, que há 12 anos possui uma filial de seu escritório em Lisboa, sublinha que, sobretudo em lugares próximos do mar, é cada vez maior o interesse do público português por uma arquitetura com sotaque brasileiro, que expressa mais abertura e liberdade se comparada ao jeito de viver tipicamente europeu.

Os grandes janelões só não estão presentes em uma das faces da casa, cuja volumetria se apresenta no formato de um L abraçando um deque, onde repousa uma piscina de borda infinita. Mas nem só de vidro é composta a fachada. Seus vários planos mesclam pintura comum sobre alvenaria na cor fendi, painéis formados por réguas de ipê de diferentes colorações e dois tipos de tradicionais pedras portuguesas: mármore estremoz, variedade rajada que recebeu tratamento com jatos de areia grossa para perder a padronagem e exibir a superfície inteiramente branca; e mármore ruivina preto com acabamento flameado, que garante ao material um aspecto bastante rugoso.

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Pedras naturais: resultados únicos na arquitetura

Pedras naturais: resultados únicos na arquitetura

A Vitória Stone Fair – Marmomacc Latin America, a maior feira do segmento de rochas ornamentais das Américas, reúne entre os dias 14 e 17 de fevereiro na capital capixaba expositores de pelo menos 21 países. Apresentar ao mercado variedades de pedras e formas de beneficiamento do material é o foco do evento que em 2016 reuniu cerca de 26 mil visitantes de 60 países, incluindo missões estrangeiras do Irã, Alemanha, Canadá e Polônia.

Não por acaso, Vitória é a sede da feira. O estado do Espírito Santo é internacionalmente reconhecido com um dos principais celeiros mundiais de pedras ornamentais usadas na construção civil. A Vitória Stone Fair antecipa tradicionalmente tendências em mármores, granitos e pedras translúcidas, além de máquinas, insumos e equipamentos para o trabalho com esses materiais.

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Residência em Campos do Jordão assume a forma da semente da araucária para se integrar à paisagem e criar ambientes curvilíneos revestidos de madeira e pedra, reforçando a ideia de organicidade e sofisticação

Residência em Campos do Jordão assume a forma da semente da araucária para se integrar à paisagem e criar ambientes curvilíneos revestidos de madeira e pedra, reforçando a ideia de organicidade e sofisticação

Em uma região dominada por casas de campo com arquitetura de inspiração alpina, como é Campos do Jordão, na serra da Mantiqueira paulista, os arquitetos do escritório carioca Mareines+Patalano optaram por fugir totalmente desse padrão arquitetônico. Buscaram projetar uma residência de 1.300 m² em um terreno de 3.100 m² que tirasse proveito das particularidades da natureza local, marcada pela combinação de altitude elevada, relevo acidentado, céus de tonalidades singulares e clima frio. “Nossa primeira atitude frente ao desafio de projetar essa casa foi não repetir a arquitetura utilizada na região. Nossa concepção era outra: entender o que nos pede a terra, com suas plantas, clima e figuras humanas”, explica Rafael Patalano, sócio-titular do escritório.

Os arquitetos partiram então para um desenho que reverencia a paisagem local. O ponto central da criação foi o pinhão, semente bojuda de um lado e pontiaguda de outro que nasce da araucária, espécie de pinheiro símbolo das serras do Centro-Sul do País. “A forma da casa brotou naturalmente, como os pinhões que se soltam das pinhas”, revela o arquiteto. Ele conta que os pinheiros existentes no terreno e na natureza característica da serra da Mantiqueira definiram profundamente o projeto, inspirando a concepção da silhueta do telhado superior da casa, em formato do pinhão. “Essa forma de geometria complexa, com curvatura em duas direções, reforça a ideia de organicidade e pertencimento”, salienta Patalano. O volume final, cuja configuração é a de uma mansão que parece surgir de dentro da colina, cria uma atmosfera de refinamento com estética urbana, integrada ao cenário local.

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Em detalhes: Museu de Congonhas, de Gustavo Penna

Em detalhes: Museu de Congonhas, de Gustavo Penna

Gustavo Penna Arquitetos & Associados . Congonhas, MG . 2005/2015

IMPLANTAÇÃO
Um dos principais propósitos do projeto Museu de Congonhas relaciona-se com a sua implantação, que ocupa o declive do Morro Maranhão entre o Conjunto do Santuário de Bom Jesus do Matozinhos e o edifício da Romaria, patrimônio setecentista mineiro. Pautado pela discrição e neutralidade, a obra distribuída em três níveis encontra-se incrustrada delicadamente no terreno. Leia mais

Architectare usa pedras da região e estrutura metálica para criar casa-pavilhão de 30 m2

Architectare usa pedras da região e estrutura metálica para criar casa-pavilhão de 30 m2

O pavilhão permanente é uma das mais consolidadas tipologias do mundo contemporâneo. Em geral pequeno, com usos otimizados e estrutura concisa, este programa já foi trabalhado com diversas feições por vários escritórios brasileiros nos últimos 20 anos. O escritório carioca Architectare, formado por Flávia Quintanilha e Rodrigo Fernandes, assina a sua versão de um pequeno volume rodeado pela mata atlântica da serra de Petrópolis num condomínio fechado em Itaipava. Contando apenas com um ambiente de vivência e um pequeno apoio de copa e sanitário, a edificação coloca-se como recanto para um escritor.

À primeira vista, chama a atenção as duas paredes de pedra dispostas quase paralelamente. Elas organizam todo o espaço da composição e resolvem a proporção do edifício como um prisma irregular de aproximadamente 9 m por 3 m, em uma sucessão longitudinal dos programas: um sanitário na ponta voltada para a face norte, copa, dormitório e a varanda que se abre para a face sul. Implantado um pouco abaixo da via, um pequeno caminho rampado leva ao acesso, feito pela lateral de uma das empenas. Um rasgo completo de piso ao teto dá espaço a uma porta feita de aço cortén, marcada por uma marquise de vidro no alto e uma fina plataforma de concreto armado para ajustar a entrada ao nível da casa, que nesta parte fica um pouco elevada do terreno. Leia mais