Notícias do mundo da arquitetura

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Empreendimento em Fortaleza ganha prêmio de universidade nos EUA

São duas torres interligadas por uma ponte metálica de 35 m. No vão livre abaixo, uma praça pública integrada com a paisagem da cidade. Essa é a proposta do arquiteto Daniel Arruda para o edifício BS Design Corporate Towers  1.Em construção há um ano e meio pela BSPAR Incorporações, o espaço de convívio público-privado se localiza no bairro da Aldeota, área nobre de Fortaleza (CE). O empreendimento é o primeiro a obter a certificação A+ do Nordeste, emitida pela Colliers. Em fase de construção avançada, as duas torres terão 21 pavimentos, sendo 18 lajes corporativas – com áreas que variam de 22 m² a 326 m² -, onde serão instaladas 708 salas comerciais. “Concebemos o edifício para o futuro pela enorme facilidade de atualização de seus sistemas de instalações. Tanto as áreas comuns quanto as salas privativas podem ser facilmente modificadas para atender às mudanças de novas tecnologias e dos diversos tipos de uso”, afirma Ricardo Ary, diretor de construções da BSPAR. Premiado pela Universidade de Wharton, na

Pensilvânia, como o melhor projeto de parceria universidade-empresas do Brasil – e o segundo melhor da América Latina -, o empreendimento deve ficar pronto em março de 2019. “Isso mostra que o Nordeste tem perfil de vencer desafios e ser pioneiro e arrojado”, considera Daniel Arruda.

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Megacondomínio de uso misto resgata sensação de pertencimento no centro de São Paulo

Inóspito. Assim é hoje o centro de São Paulo. Basta fazer um passeio a pé por ali, num domingo de manhã, para sentir sua aridez: as ruas e as avenidas ficam desertas, sem vida nem alma, se comparadas com o movimento de pessoas que por lá trabalham durante a semana. Daqui a três anos, no entanto, essa situação vai mudar. Prevê-se para 2020 a entrega do Complexo Júlio Prestes 1 , um megacondomínio de uso misto que começou a ser construído em fevereiro na Região da Luz. Cravado no terreno de 18 mil m² que um dia abrigou a antiga Rodoviária de São Paulo, o empreendimento terá 94,6 mil m² de área construída e englobará conjunto habitacional, praça, escola de música, creche e lojas. É esperado na região – batizada de Cracolândia desde o fim da década de 1990 – um impacto positivo. “Temos centros urbanos em esvaziamento habitacional quando a cidade deveria ser uma mescla de trabalho e habitação”, pondera o arquiteto e urbanista Alvaro Puntoni, professor de projeto da FAU-USP.

Puntoni defende que a cidade precisa crescer para dentro, onde já existe infraestrutura – e não para fora. “Programas que criam casas em lugares afastados de centros urbanos acabam formando verdadeiros guetos.”

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Expert em projetos de salas de exposição, o arquiteto Pedro Mendes da Rocha fala sobre a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo

Expert em projetos de salas de exposição, o arquiteto Pedro Mendes da Rocha fala sobre a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo

Acolhido discretamente entre o centro e a Zona Oeste de São Paulo, o pequeno bairro de Vila Buarque reúne características únicas de um lugar que está na fronteira entre o novo e o antigo na capital paulista. Ali, em uma rua arborizada e movimentada, fica o escritório do arquiteto Pedro Mendes da Rocha, onde ele recebeu a reportagem de aU para falar, principalmente, sobre os desafios de projetar museus e espaços culturais no Brasil. Durante a entrevista na sala de reuniões emoldurada por uma estante repleta de livros de arte, de arquitetura e de temas ligados à cultura, o arquiteto manteve à sua frente uma folha em branco, que foi sendo totalmente preenchida nas duas horas de conversa. Pedro ia esboçando os projetos sobre os quais falava, explicando e desenhando adendos e composições de uma mente pulsante e criativa. “Não consigo conversar sem ter uma folha de papel para rabiscar”, disse. Há mais de 20 anos, Pedro, em conjunto com seu pai, o condecorado arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha, vem exercitando a arquitetura em um viés diferente ao transformar em museu edifícios preexistentes, locais de caráter histórico e protegidos por diversos órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Nessas construções o desafio é criar sem descaracterizar ou ferir os esboços originais protegidos por lei. Dois de seus projetos mais emblemáticos ganharam vida no início do século 21: o Museu da Língua Portuguesa, inaugurado em 2006, em São Paulo, e o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, aberto em 2008 na capital mineira, que compõe o Circuito Liberdade, formado por 13 instituições, dentre museus e centros culturais, em área histórica de Belo Horizonte. Agora, Pedro Mendes da Rocha integra um grupo de profissionais de diversas áreas que tem o desafio de contribuir na restauração do Museu da Língua Portuguesa, fechado ao público depois de 21 de dezembro de 2015, quando um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio da Estação da Luz. Em dez anos de funcionamento, o museu recebeu quase 4 milhões de visitantes, consolidando-se como o espaço cultural mais visitado do país. “É preciso devolver esse patrimônio imensurável ao Brasil”, afirma Pedro.

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Confira cinco livros resenhados pela redação de AU

Paulo Mendes da Rocha: Museu Nacional dos Coches
Gonçalo Tavares e Ana Vaz Milheiro (texto) e João Carmo Simões e Daniela Sá (edição) . 88 páginas . Editora Monade . www.monadebooks.com
Construído em Lisboa, o Museu Nacional dos Coches tem como objetivo promover reflexões sobre as relações entre a grande cidade e o casario, a Europa e a América, além da própria ideia de ser moderno. O livro contém ensaios críticos e fotográficos, memorial descritivo, panorama de croquis e fotografias aéreas, dimensões do projeto, biografias de personagens históricos e um encarte desdobrável com desenhos técnicos do edifício e cortes construtivos.

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15ª Bienal de Arquitetura de Veneza: na linha de frente

15ª Bienal de Arquitetura de Veneza: na linha de frente

“O front somos nós, a América”, diz Paulo Mendes da Rocha. “Estamos em plena guerra – no sentido de urgentes transformações para evitar a rota do desastre. Não tem sentido tanta sabedoria construir cidades desastradas.” O arquiteto de 87 anos está sentado na biblioteca do Pavilhão Central no Giardini, em Veneza, com o olhar apontado para um jardim projetado por Carlo Scarpa, no lado de fora. Falta um dia para Paulo Mendes da Rocha ser premiado com o prestigioso Leão de Ouro pelo conjunto da obra. Seu linguajar bélico não é gratuito.

Atrás dele estendem-se os galpões, salas e pavilhões nacionais que compõem a 15a mostra de arquitetura da Biennale – aberta ao público de 28 de maio a 27 de novembro de 2016. Arquitetos de todas as partes do mundo foram alistados pelo curador chileno Alejandro Aravena – o primeiro latino-americano no cargo – para exibirem suas armas: projetos que “relatam da linha de frente” (em inglês, report from the front).

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11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo abre espaço para realizar projetos de transformação urbana na cidade

Distanciando-se da forma tradicional de fazer bienais no Brasil, a 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo 1 propõe ações diversas no espaço e no tempo: não há datas fixas, nem se resume a uma exposição. A ideia dos organizadores é que as ações comecem no segundo semestre de 2016 e se estendam por 2017. São seminários, estúdios abertos, chamamentos públicos, concursos de arquitetura, oficinas, palestras, projeções, publicações, intervenções diretas no espaço – sempre gerando conteúdos capazes de deixar um legado para uma transformação efetiva na cidade. Tal produção converge para uma exposição, encarada como um momento final desta trajetória, ainda em 2017. “Queremos que a Bienal seja uma plataforma para produzir conhecimento”, diz José Armênio Brito, presidente do IAB-SP e diretor geral da Bienal.

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