Concurso público busca projeto para área de 100 km da orla do Lago Paranoá, em Brasília

Concurso público busca projeto para área de 100 km da orla do Lago Paranoá, em Brasília

Estão abertas até 23 de fevereiro as inscrições para o concurso de projeto para a orla do Lago Paranoá, lançado em dezembro pelo Governo de Brasília. O objetivo é selecionar projetos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos que indiquem usos, atividades e a configuração do espaço à margem do reservatório. O valor do contrato está estimado em R$ 2,5 milhões, cujos recursos virão do Fundo de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Fundurb).

“Esperamos um projeto conceitual, integrador, que amarre os 109 quilômetros da orla em um só conceito, de alta qualidade técnica e vanguarda artística”, afirmou Thiago de Andrade, secretário de Habitação.

Leia mais

ABAP lança premiação para projetos de paisagismo feitos por recém-formados

ABAP lança premiação para projetos de paisagismo feitos por recém-formados

A Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP) acaba de lançar o 1º Prêmio Rosa Kliass – Concurso Universitário Nacional de Paisagismo para graduados em arquitetura e urbanismo no ano de 2016. Em homenagem a arquiteta Rosa Kliass, uma das pioneiras na área, a premiação visa reconhecer os projetos de arquitetura paisagística desenvolvidos pelos recém-formados.

“É crescente o número de jovens arquitetos interessados em trabalhar com paisagismo. Como, no entanto, como nossas universidades têm pouco conteúdo a respeito, em especial as particulares, o prêmio busca estimular os alunos a elaborarem seus TFGs nessa área e contemplará não apenas os estudantes, mas também as escolas e os orientadores. Queremos divulgar os melhores exemplos dessa produção”, diz a presidente da ABAP, Nina Vaisman.

Leia mais

Prorrogadas as inscrições do concurso de ideias para o projeto de revitalização do Parque Estadual do Cocó, no Ceará

Prorrogadas as inscrições do concurso de ideias para o projeto de revitalização do Parque Estadual do Cocó, no Ceará

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), prorrogou até 7 de novembro as inscrições para o concurso público de ideias de urbanismo, paisagismo e arquitetura para o Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza. A competição tem consultoria do Departamento Ceará do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-CE).

Poderão participar equipes multidisciplinares coordenadas por profissionais de arquitetura e urbanismo com registro regulamentado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR) e que residam no Brasil. Os concorrentes deverão apresentar propostas para 17 trechos em áreas degradadas ao longo do Parque Estadual do Cocó, prevendo equipamentos de contemplação, lazer, esporte e educação ambiental. O espaço total tem 1.080,7377 hectares.

Leia mais

IAB-PR divulga vencedores do concurso para o projeto de revitalização da Praça Central de Guaratuba

IAB-PR divulga vencedores do concurso para o projeto de revitalização da Praça Central de Guaratuba

O Departamento Paraná do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PR) divulgou os ganhadores do concurso para o projeto de revitalização da Praça Coronel Alexandre Mafra (Praça Central) em Guaratuba, no interior do Paraná. A iniciativa, realizada em parceria com a prefeitura e o Conselho de Arquitetura do Paraná (CAU/PR), recebeu 41 propostas.

Em primeiro lugar ficou o grupo de Florianópolis composto pelos arquitetos Arthur Eduardo Becker Lins, Felipe Cemin Finger, Vitor Sadowski, Camilla Sbeghen Ghisleni, Gabriela Fernandes Favero, Júlia de Fáveri e Laura Rotter Schmidt. De acordo com a comissão julgadora, o projeto foi selecionado como grande vencedor devido à “valorização visual e simbólica da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso” que, inaugurada em 1815, possui uma importância histórica para cidade. A proposta insere uma grelha modular por toda a praça, trabalhando harmonicamente com os conceitos urbanísticos do Século XVIII e do Século XXI.

Leia mais

Herdeiro artístico de Burle Marx, Haruyoshi Ono manteve a tradição de mosaicos na composição de jardins. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se os museus do Amanhã, da Imagem e do Som e de Arte Moderna, no Rio de Janeiro

Herdeiro artístico de Burle Marx, Haruyoshi Ono manteve a tradição de mosaicos na composição de jardins. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se os museus do Amanhã, da Imagem e do Som e de Arte Moderna, no Rio de Janeiro

A arquiteta e doutora Klara Kaiser Mori1, professora livre-docente da FAU- SP, não esconde a emoção ao falar sobre o falecimento do arquiteto e diretor-geral do Burle Marx Escritório de Paisagismo, Haruyoshi Ono, aos 73 anos, no dia 21 de janeiro de 2017. “Ainda está difícil de acreditar, de aceitar. Além do relacionamento profissional, tínhamos uma amizade de mais de 40 anos. Ele era uma pessoa muito querida”, lamenta a arquiteta.

Recém-formados em arquitetura, Klara e o marido foram colaboradores do escritório de paisagismo de Roberto Burle Marx, no Rio de Janeiro, por cinco anos, no começo da década de 70. Na sequência, Klara foi integrante, por indicação de Marx, do conselho consultivo do Sítio Burle Marx, após sua doação ao Iphan. Nesse período, as famílias Mori e Ono estreitaram os laços de amizade e discutiam em um ambiente de liberdade e interação os rumos da arquitetura e do paisagismo no país. “Em 2016, por ideia de Haruyoshi, visitamos o maravilhoso jardim da residência Edmundo Cavanelas, em Petrópolis. Foi uma viagem inesquecível”, conta. Segundo Klara, Ono costumava promover reencontros anuais entre os remanescentes das equipes que trabalharam no escritório nos anos 1970 e 1980.

Leia mais

Editorial: a lógica da compensação

GUSTAVO CURCIO

Tem 17 anos a Lei Federal no 9.985/2000, que determina, nos casos de licenciamento ambiental de empreendimentos de significativo impacto ambiental, ao empreendedor a obrigação de apoiar a implantação e a manutenção de Unidade de Conservação do Grupo de Proteção Integral, ou, no caso do empreendimento afetar uma Unidade de Conservação específica ou sua zona de amortecimento, ela deverá ser uma das beneficiárias da compensação ambiental, mesmo que não pertença ao Grupo de Proteção Integral. Como numa balança, empreendimentos de grandes proporções devem “devolver” ao meio ambiente o “estrago” que fizeram.

A verdade é que o bom projeto arquitetônico, paisagístico ou urbanístico não depende da Lei da Compensação Ambiental para apresentar como solução um conjunto equilibrado e coerente. Estamos na contramão do bom senso. Se a lógica é compensar, deveríamos, então, devolver às cidades todo o impacto retroativo das construções de antes da Lei da Compensação.

Leia mais