Estão abertas as inscrições para o novo Prêmio PINI, que neste ano reconhecerá inovações tecnológicas, melhores obras e cases da indústria da construção

Estão abertas as inscrições para o novo Prêmio PINI, que neste ano reconhecerá inovações tecnológicas, melhores obras e cases da indústria da construção

Criado em 1996 para destacar os melhores fornecedores da construção, o Prêmio PINI reconheceu ao longo de mais de duas décadas os principais fabricantes de mais de 30 segmentos da indústria. A pesquisa realizada anualmente junto aos assinantes a pagamento das revistas da PINI dá lugar este ano a um novo formato. Em vez de uma avaliação do tipo share of mind, o novo Prêmio PINI passa a reconhecer as inovações tecnológicas e os melhores cases da indústria. As categorias Melhores Obras e Iniciativa Setorial de Destaque, incluídas em algumas edições, voltam a figurar neste ano. A escolha dos vencedores será feita por uma banca de premiação composta de líderes das principais entidades setoriais da construção.

“O novo regulamento permitirá identificar as empresas que investem em inovação e no atendimento ao cliente”, explica Mário Sérgio Pini, relações-institucionais da PINI. “Vamos conhecer os cases e as iniciativas que estão contribuindo para a melhoria da qualidade, da produtividade e do fomento tecnológico da construção”, completa. O diretor lembra também a expectativa de premiar grandes obras nos segmentos residencial, corporativo, institucional e de infraestrutura.

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Ampliações e reformas em hospitais pedem obras limpas, rápidas e silenciosas, que interfiram o mínimo possível no ambiente ao redor. No detalhamento do projeto, a facilidade de assepsia e a manutenção, além de um viés humanizado, devem ser levadas em consideração

Ampliações e reformas em hospitais pedem obras limpas, rápidas e silenciosas, que interfiram o mínimo possível no ambiente ao redor. No detalhamento do projeto, a facilidade de assepsia e a manutenção, além de um viés humanizado, devem ser levadas em consideração

Organismos pulsantes e extremamente dinâmicos, os hospitais pedem constantes intervenções arquitetônicas, seja para que possam acompanhar a evolução das tecnologias médicas e se adaptar a novos procedimentos, seja simplesmente para ampliar a capacidade de atendimento. “Um hospital nunca vai estar 100% pronto, nem mesmo no dia da inauguração: assim que as atividades tiverem início, as demandas vão aparecer uma atrás da outra”, pontua a arquiteta Cássia Cavani, diretora do Cavani Arquitetos.

Apesar do funcionamento constante, um dos maiores desafios da arquitetura hospitalar é o fato de seu ambiente de atuação ser extremamente desfavorável à realização de uma obra: que local poderia ser mais sensível a barulho, sujeira, odores e movimentação excessiva de máquinas e pessoas do que um espaço voltado a cuidados médicos? “Todas as escolhas de projeto devem visar à menor interferência possível no ambiente”, afirma Lauro Miquelin, CEO do L+M, especializado em arquitetura de saúde. “Realizar uma intervenção em um hospital em funcionamento é como trocar uma turbina com o avião voando”, acrescenta. Leia mais

Ainda pouco utilizadas no Brasil se comparadas às de concreto armado, as estruturas metálicas apresentam características intrínsecas ao material, que possibilitam aos arquitetos uma pitada a mais de ousadia na forma

Ainda pouco utilizadas no Brasil se comparadas às de concreto armado, as estruturas metálicas apresentam características intrínsecas ao material, que possibilitam aos arquitetos uma pitada a mais de ousadia na forma

Conquistar grandes vãos ou balanços com uma estrutura esguia fica bem mais fácil quando se trabalha com estruturas metálicas. Lançar mão desta técnica, no entanto, está longe de ser algo bem difundido no país. Seja pela viabilidade econômica, seja pelas limitações que a técnica impõe por conta do uso de mão de obra especializada, a estrutura metálica ainda tem espaço a conquistar por aqui. Fato é que seções de viga de concreto, mesmo protendido, acima dos 50 centímetros, dificultam a finalização da obra. Como a estrutura geralmente não é evidenciada nesses casos, gera a necessidade de instalação de forro e, com isso, perda de pé-direito.

Trabalhar com metal exige diversos cuidados, desde o revestimento adequado das peças para garantir durabilidade até a conexão de vigas e pilares com as demais estruturas, geralmente construídas em concreto armado, principalmente de fundações ou barreiras de contenção. De acordo com o grau de intemperismo a que estiver sujeita a estrutura – isso inclui peças externas e internas e varia de acordo com a região onde estiver – a estrutura deve receber um tipo de revestimento.

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Ano de 2017 trará norma de esquadrias revisada, selo de eficiência e um novo programa setorial de qualidade para produtos de PVC

Ano de 2017 trará norma de esquadrias revisada, selo de eficiência e um novo programa setorial de qualidade para produtos de PVC

Projetada para um casal de publicitários de Campinas (SP), a Casa do Cafezal, ao lado, mostra espaços com jardins envidraçados, que envolvem ambientes sociais internos. “Nosso desejo era que fosse o mais transparente, portanto, envidraçado possível”, explica o arquiteto Fernando Forte, do escritório FGMF. A continuidade entre exterior e interiores deveria contrastar com o forro de madeira, mais escuro. Foram as esquadrias de alumínio, para portas de correr frontais, que materializaram a ideia. Primeiro, adotaram-se perfis superiores e inferiores finíssimos. As folhas de vidro fixas, laterais, se unem em quinas seladas apenas por silicone, para vedação. Já as folhas que correm foram desenvolvidas em esquadros de alumínio tratados por anodização, para a cor inox (Olga Color). Assim, jardins que começam fora da casa continuam dentro dela, gerando ilusão sobre os limites da residência – integração e amplitude, em relação ao seu entorno.

A norma de esquadrias (ABNT NBR 10.821) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) está sendo revisada. A consulta nacional foi encerrada em agosto, e o novo texto deverá ser publicado até o início de 2017. “A novidade é que ela traz as partes IV e V, antes inexistentes, que tratarão especificamente dos desempenhos acústico e térmico das esquadrias”, conta a engenheira Michele Gleice da Silva, integrante do comitê responsável na ABNT, e diretora técnica do Instituto Tecnológico da Construção Civil (Itec).

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Direito de ir e vir: acessibilidade na arquitetura brasileira

Direito de ir e vir: acessibilidade na arquitetura brasileira

São Paulo foi a pioneira no assunto. Mais de 20 anos se passaram desde que a cidade regulamentou a adequação das edificações à acessibilidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida (lei no 11.345/1993). Na esfera federal, o decreto no 5.296/2004 dá diretrizes para a questão em todo o País. As normas técnicas também estão atualizadas, e a nova Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (lei no 13.146/2015) assegura, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais para a pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. Contudo, apesar de todo o amparo legal, o que se percebe é o despreparo da sociedade para incorporar mudanças relativas ao tema. Sendo assim, onde reside o problema?

“Muita coisa evoluiu. A legislação existe, mas por outro lado há pouca divulgação e, principalmente, fiscalização”, opina Silvana Cambiaghi, arquiteta do grupo de trabalho em acessibilidade do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) e representante da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) na Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura de São Paulo. Para ela, o cerne da questão vai além da consciência da necessidade de espaços acessíveis, públicos ou privados. “É mais básico do que isso: as pessoas desconhecem a obrigatoriedade legal.”

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