Elizabeth de Portzamparc assina projeto do Musée de la Romanité, na cidade francesa de Nimes

Elizabeth de Portzamparc assina projeto do Musée de la Romanité, na cidade francesa de Nimes

O Musée de la Romanité, assinado arquiteta francesa Elizabeth de Portzamparc, foi inaugurado no final de agosto na cidade de Nimes, na França. O edifício permite ao visitante uma vista panorâmica da Arena de Nimes, um anfiteatro de 27 a.C., apenas um dos muitos monumentos romanos da cidade.

O museu se destaca pelo desenho da fachada que transmite leveza devido as ondulações fluídas e horizontais feitas com 6.709 lâminas de vidro em uma superfície de 2.500 m², relembrando uma toga romana. Para elaboração da fachada foram necessárias três etapas: um preenchimento leve em painéis de concreto celular; um revestimento metálico para assegurar a impermeabilização e isolação térmica exterior; e uma cobertura em material de vidro apoiada sobre uma estrutura de aço, que juntos, resultam em uma espécie de filtro de raios de sol mais fortes.

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Conheça os arquitetos que criam expografias, espaços temporários voltados à exibição de obras de arte

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A Bienal de Arte de São Paulo acaba de inaugurar sua 32ª edição sob o tema Incerteza Viva, em cartaz até dezembro. Para além das obras e instalações, é importante lembrar da existência da equipe de arquitetos responsável pela montagem de grandes exposições como esta. A expografia é opção profissional em que o desenho dialoga com o mundo artístico. Define critérios de distribuição de conteúdos segundo diretrizes de um curador ou produtor, os fluxos de visitação previstos, o partido da comunicação visual e da iluminação e até suportes físicos necessários à exibição de obras. “É um desenho para o efêmero em que o objeto ou o acervo assume o papel de protagonista”, define a arquiteta Daniela Giovana Corso. O espaço é provisório e sua exposição, limitada no tempo. Ainda assim, é preciso contar a história imaginada a partir dos elementos a serem exibidos.

A expografia é menos abrangente do que a cenografia. “Ela dá suporte ao roteiro, aos atores, à cena, ao pensamento do diretor”, explica Pedro Évora, do Rua Arquitetos. O mesmo ocorre com shows, festivais, estandes de feiras e eventos publicitários. Por outro lado, a expografia pode ser usada em galerias, museus, espaços culturais, públicos ou privados e até mesmo empresas, quando a proposta tem caráter institucional. E sempre requer envolvimento com o universo da arte trabalhada. “É preciso gostar de arte sem sacralizá-la e conhecer as obras, seus autores e como são feitas, além de visitar ateliês e muitas exposições”, aponta Évora.

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Em detalhes: Museu de Congonhas, de Gustavo Penna

Em detalhes: Museu de Congonhas, de Gustavo Penna

Gustavo Penna Arquitetos & Associados . Congonhas, MG . 2005/2015

IMPLANTAÇÃO
Um dos principais propósitos do projeto Museu de Congonhas relaciona-se com a sua implantação, que ocupa o declive do Morro Maranhão entre o Conjunto do Santuário de Bom Jesus do Matozinhos e o edifício da Romaria, patrimônio setecentista mineiro. Pautado pela discrição e neutralidade, a obra distribuída em três níveis encontra-se incrustrada delicadamente no terreno. Leia mais