Projeto modular 100% industrializado desenvolvido por Werner Sobek e Klaus Fischer torna possível produção sustentável de moradias para refugiados na Europa

Projeto modular 100% industrializado desenvolvido por Werner Sobek e Klaus Fischer torna possível produção sustentável de moradias para refugiados na Europa

“Dos 7,4 bilhões de pessoas que habitam nosso planeta hoje, 2 bilhões ainda são crianças com menos de 16 anos de idade. Nos próximos 16 anos, essas crianças de hoje vão requisitar casas, empregos e infraestrutura. Em 1930, a população mundial era de 2 bilhões de habitantes. Ou seja, em apenas 16 anos, teremos de construir o mundo de 1930.” Este é o resumo da ideia que norteou o arquiteto e engenheiro estrutural Werner Sobek na concepção da Aktivhaus, fruto de uma parceria profícua para o projeto de moradias na Alemanha entre o escritório do profissional e o Grupo Fischer, internacionalmente reconhecido pela excelência no desenvolvimento de componentes para a construção civil em todas as fases da obra, da fundação à decoração.

Considerando métodos tradicionais de construção, para suprir essa demanda de moradias seriam necessários 1 bilhão de toneladas de concreto e tijolos. Segundo Sobek, esse volume de material é impossível de ser produzido nesse espaço de tempo. Alinhados ao programa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, lançado pela ONU em 2015, Sobek e o professor Klaus Fischer desenvolveram juntos o projeto de uma moradia sustentável erguida para refugiados na cidade alemã de Winnenden. Os conceitos de economia, ecologia e desenvolvimento sustentável nortearam o desenho do projeto. “Construir o futuro requer inteligência para novos conceitos. Isso inclui o uso de materiais sustentáveis, com sistemas construtivos e de fixação alinhados com princípios econômicos de produção”, explica Mario Jaksic, da área de gerenciamento de produtos do Grupo Fischer.

Leia mais

Habitação social na área central da cidade de São Paulo

Habitação social na área central da cidade de São Paulo

Desde o fim dos anos 1980, o poder público, a sociedade civil e os movimentos de moradia têm se dedicado a estudar e propor novas ideias para as áreas centrais da cidade, na tentativa de reverter o processo de deterioração de um patrimônio construído através de décadas e até de séculos da construção do território urbano.

No Brasil, a adoção do modelo modernista de produzir cidades resultou na implantação de moradias localizadas em bairros distantes da área central e da oferta de empregos. No dia a dia da cidade, o fluxo casa/trabalho/casa obrigou à construção de avenidas expressas, viadutos, passagens em nível, ou seja, toda uma infraestrutura que facilitasse o transporte dos trabalhadores com a rapidez demandada pelas tarefas diárias.

Leia mais

Shigeru Ban faz parceria com a ONU e vai projetar moradias para 20 mil refugiados no Quênia

Shigeru Ban faz parceria com a ONU e vai projetar moradias para 20 mil refugiados no Quênia

O arquiteto japonês Shigeru Ban firmou uma parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) para projetar um modelo de moradia e atender cerca de 20 mil refugiados que vivem atualmente no campo de Kalobeyei, no Quênia. De imediato, o projeto será testado em 20 abrigos para avaliar sua viabilidade. Caso se consiga o êxito, as estruturas atuais serão substituídas pelo modelo do arquiteto.

Com grande parte dos refugiados originados da Somália e do Sudão do Sul, o campo de Kalobeyei foi desenvolvido em 2015 devido ao trabalho conjunto do governo do condado de Turkana e da Agência da ONU para Refugiados. O local que abriga cerca de 37 mil pessoas, tem capacidade para receber até 45 mil indivíduos, porém o fluxo de refugiados tende a ultrapassar este número.

Leia mais