Museu da Casa Brasileira divulga vencedores do 31º Prêmio Design MCB

Museu da Casa Brasileira divulga vencedores do 31º Prêmio Design MCB

O Museu da Casa Brasileira (MCB), sob direção da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, anunciou os 54 selecionados do 31º Prêmio Design MCB, entre vencedores e menções honrosas. Nesta edição, 587 trabalhos se inscreveram na premiação.

Na categoria Construção, o objetivo era reconhecer os produtos necessários para o cotidiano de uma obra, mas que se destacassem de forma estética. O primeiro lugar ficou com a Torneira UP&Down, da CEA Design, por Marcio Kogan, Mariana Ruzante e Diana Radomysler. O segundo lugar foi para a Ducha Higiênica Despressurizada, da Deca – Duratex S.A., por Pedro Martins, Regis Carvalho Romera e Caio del Giorno Vasone. Já o terceiro lugar foi para a Coleção Escamas, da Santa Luzia, por Gabriel Freitas de Andrade, Paulo Biacchi, Marcelo Rosenbaum, Carolina Armelli e Adriana Benguela.

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Trabalho do arquiteto paulistano Pedro Franco causa impacto mundo afora e é comparado ao dos irmãos Campana. São dele criações bem brasileiras, a exemplo da cadeira Esqueleto, feita de materiais injetados e fibras de acerola, coco e açaí, que hoje integra o acervo permanente do Vitra Design Museum, na Alemanha

Uma cadeira é apenas uma cadeira – a não ser que seu criador seja Pedro Franco. Aos 40 anos e com alguns fios grisalhos na cabeça, o arquiteto paulistano transforma objetos inusitados e conceitos abstratos em lugares para as pessoas se sentarem. Quando ainda era estudante de arquitetura da Escola de Belas Artes, no ano 2000, ele criou sua primeira peça surpreendente usando uma câmara de ar de um carro, uma de caminhonete e uma de trator, cobertas de lycra. Batizada Orbital, a poltrona venceu em 1o lugar o prêmio nacional de design Brasil Faz Design. Outra de suas invenções é a cadeira Esqueleto, feita de materiais injetados e fibras de acerola, coco e açaí, que hoje integra o acervo permanente do Vitra Design Museum, em Weil am Rhein, na Alemanha.

Filho de pai arquiteto e mãe pedagoga, Franco cria móveis insólitos dentro do princípio que ele chama de “glocalidade”: a projeção internacional com base em profundas raízes locais. Discreto, empreendedor e modesto, hoje o arquiteto produz em escala industrial e expõe as peças de sua empresa, A Lot of Brasil, nos mais importantes salões de design de mobiliário do mundo. Franco já soma, só em Milão, 12 participações. Nesta entrevista, o homem capaz de fazer mobiliários com rebatedores de luz e câmeras pneumáticas fala de sua trajetória, conta como é ter o trabalho comparado ao dos irmãos Campana e revela seus planos para o futuro.

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Design do móvel popular: metodologia do projeto do mobiliário para a Nova Classe Média

Design do móvel popular: metodologia do projeto do mobiliário para a Nova Classe Média

Muito se discute sobre a casa popular na academia voltada ao estudo de design e arquitetura. Mas o que define uma casa como tal? Quais são as razões ou características que fazem de uma habitação uma casa popular? A definição mais comum transcende o significado básico encontrado nos dicionários para o termo popular: “Relativo ou pertencente ao povo. Que é usado ou comum entre o povo. Que é do agrado do povo”. (Aurélio, 2014) Mas o próprio dicionário traz como definição para o adjetivo o significado atrelado ao termo popular quando usado junto da casa: “Vulgar”. No Brasil, entende-se por casa popular a moradia de baixa renda. “Muitos são os nomes usados para designar essa forma de construção: casas domingueiras, casas de periferia, casas próprias autoconstruídas, casas de mutirão.” (Bonduki, 1998) Se popular é então, na essência, o relativo ao povo, tem-se, portanto, a casa da maioria, da maior faixa de renda brasileira, como objeto de análise. No contexto da década de 2000, com ênfase na política habitacional incentivada pelos governos Lula e Dilma, maioria significa Nova Classe Média (que será definida a seguir). Habitação popular é “a moradia proletária, ocupada pelos trabalhadores urbanos”. (Folz, 2003) Leia mais

Indio da Costa assina o projeto de quiosques da orla do Leblon, no Rio de Janeiro

Indio da Costa assina o projeto de quiosques da orla do Leblon, no Rio de Janeiro

Os novos quiosques da orla do Leblon integram-se de forma harmoniosa à privilegiada paisagem carioca. E foi justamente para cumprir esse objetivo que a proposta se pautou nos conceitos de fluidez e transparência. O projeto, assinado pelo escritório Indio da Costa, é uma parceria de família: enquanto o plano urbanístico foi concebido pelo pai, o arquiteto Luiz Eduardo Indio da Costa, o mobiliário é criação do filho, o designer Guto Indio da Costa.

A redistribuição das unidades ao longo do calçadão foi o ponto de partida. Antes, elas ficavam todas separadas, muitas em frente às ruas transversais. Desse modo, quem vinha de uma dessas vias em direção à praia sempre se deparava com um quiosque obstruindo a visão do mar. Agora agrupados de dois em dois, bem no centro dos quarteirões, os novos modelos liberam a vista.

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Herman Miller cria versão remasterizada da clássica cadeira Aeron

Herman Miller cria versão remasterizada da clássica cadeira Aeron

Peça integrante do acervo permanente do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), a Aeron Chair há muito ultrapassou a condição de objeto de mobiliário e atingiu o status de obra de arte. Criada pelos designers americanos Bill Stumpf e Don Chadwick, ela revolucionou o mercado quando foi lançada pela Herman Miller em 1994, em grande medida por não ter sido desenhada para agradar aos olhos, mas sim ao corpo. Não à toa, se tornou a cadeira de escritório mais famosa do mundo.

Desenvolver uma versão remasterizada desse clássico foi a missão abraçada pela Herman Miller nos últimos dois anos. O fato de a Aeron nunca ter perdido seu apelo comercial – ela continua sendo uma das cadeiras mais vendidas nos Estados Unidos, além de estar presente em mais de 130 países e de ser a escolha de um terço dos CEOs da lista das 100 melhores empresas da revista Fortune – se mostrou um desafio a mais: como melhorar um produto tão bem-sucedido e emblemático?

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Prêmio Design MCB chega a sua 30ª edição com 48 trabalhos premiados. Veja os escolhidos em mobiliário

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Para a diretora-geral do Museu da Casa Brasileira, Miriam Lerner, a razão de o prêmio existir foi mudando conforme os anos. “Quando a premiação foi criada, não havia uma compreensão [da indústria] da importância do design como possibilidade de agregar valor ao produto”, comenta. No início, eram escolhidos trabalhos que estivessem em linha de produção. Recebiam o troféu o designer e o fabricante. Com o passar dos anos, o museu entendeu sua vocação. Hoje, seleciona com o Prêmio Design os melhores projetos nas áreas de construção, eletroeletrônicos, iluminação, mobiliário, têxteis, transportes e utensílios.

Na categoria Mobiliário, destaque desta reportagem, o júri foi composto por Daniel Candia Alcântara de Oliveira, professor de projeto e expressão e representação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Edison Barone, professor da graduação do curso de design e da pós-graduação do curso de gestão estratégica de moda, da Fundação Armando Alvares Penteado, e Mauro Claro, professor titular da FAU- Mack. O grupo seleto adotou como critério de avaliação a qualidade projetual e a racionalidade no uso dos materiais, que implicam diretamente a qualidade de uma estética contemporânea que esteja em sintonia com aspectos ambiental e social.

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