Editorial: a arte de envelhecer bem

Sempre me pergunto se os grandes expoentes da arquitetura moderna – no Brasil e no mundo – pensaram sobre o envelhecimento dos edifícios saídos de suas pranchetas. Ao caminhar pelo célebre Salão Caramelo, área aberta do icônico edifício criado por Vilanova Artigas para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, é fácil perceber que um remendo de epóxi alemão nos 1.000 metros quadrados não pode ser feito sem deixar marcas. O mesmo vale para as imensas empenas cegas de concreto aparente, tão usadas no apogeu brutalista. As soluções de recuperação adotadas ao longo do tempo contrariam os princípios básicos da escola moderna. Basta observar as estruturas de concreto da capital Brasília cobertas de tinta branca para entender um pouco desse fenômeno.

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Arquitetura de Frank Lloyd Wright no sul do Chile

Arquitetura de Frank Lloyd Wright no sul do Chile

A entrada acanhada da construção encravada na encosta esconde o verdadeiro tesouro do Hotel Antumalal: a vista panorâmica para o Lago Villarica. De cara, as referências à arquitetura moderna de Frank Lloyd Wright se mostram evidentes, com as cores primárias pronunciadas, caixilharia generosa e mobiliário moderno 100% em harmonia com as linhas paralelas do edifício. Com capacidade de receber até 50 hóspedes, vanguardista no conceito de hotel boutique, Antumalal significa, em mapudungun (idioma da população local, os mapuches), “onde se aconchega o sol”.

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