Projeto luminotécnico do LabLuz tem papel preponderante na sede da Diebold, em São Paulo

Projeto luminotécnico do LabLuz tem papel preponderante na sede da Diebold, em São Paulo

Apesar da recente onda de projetos de interiores corporativos voltados para a diversão e para a descontração, há empresas que continuam apostando em espaços cuja prioridade é refletir valores como produtividade e confiabilidade. É o caso da Diebold, especializada em serviços para automação bancária e comercial, que acaba de implantar sua nova sede em quatro andares de um edifício localizado no bairro da Barra Funda, em São Paulo, com lajes de 1.000 m².

Concebida pela Ufficcio Arquitetura e Engenharia, a proposta arquitetônica explorou as cores e a linguagem visual atreladas à identidade visual da empresa para demarcar os diferentes setores do escritório, que conta com recepção, salas de reunião e diretoria, bancadas de trabalho, showroom e cafés. O projeto de luminotecnia, assinado e executado pela LabLuz, oferece soluções pensadas para as necessidades específicas de cada área, além de colaborar a fim de que o ambiente corporativo, como um todo, possa ser vivenciado por funcionários e clientes como uma fonte de acolhimento e conforto – sensações muitas vezes inexistentes em instituições desta natureza.

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Viviane Gobbato explora iluminação zenital e paredes verdes em projeto de restaurante na capital paulista

Viviane Gobbato explora iluminação zenital e paredes verdes em projeto de restaurante na capital paulista

Quem passa na frente do restaurante contemporâneo Méz, na Rua Dr. Mário Ferraz, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, jamais imagina que o lugar, onde funcionava outro estabelecimento, já foi escuro, sem nenhum charme nem impacto. Quando recebeu a encomenda de reformar radicalmente o espaço, mas preservar a estrutura principal, a arquiteta Viviane Gobbato tinha a tarefa de criar um visual com o mood do Meatpacking District. O famoso bairro de Nova York antigamente era conhecido por abrigar frigoríficos e empresas de embalagem, e hoje se tornou um dos destinos mais atraentes e de alma jovem da cidade americana. “O desejo principal dos proprietários era a criação de um local descontraído, que pudesse atender a diversos públicos em diferentes ocasiões”, comenta Viviane. Assim, o mix de bar e restaurante de 520 m² oferece petiscos e comidas para compartilhar com os amigos, além de uma rica carta com mais de 40 opções de drinques, o que o torna uma referência na área da coquetelaria paulistana.

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Em detalhes: Leblon Offices, de Richard Meier, no Rio de Janeiro

Em detalhes: Leblon Offices, de Richard Meier, no Rio de Janeiro

IMPLANTAÇÃO

A locação do empreendimento é privilegiada e de valor imobiliário elevado: é considerado o segundo metro quadrado mais caro do País, cerca de 30 mil reais/m². Está a cerca de duas quadras e meia da avenida beira-mar e, ao fundo, a encosta em alinhamento direto.

O terreno, praticamente plano e resultado de ocupações e construções que foram demolidas, está inserido em ZR-3, ou seja, área mista com vocação comercial e administrativa. O zoneamento dado pelo plano diretor da cidade apresentou restrições em área para construção, resultando em exercícios projetuais, como o atendimento à altura máxima das edificações em 25 m. Os arquitetos projetaram, ainda, um recuo frontal de 5,5 m da rua – gerando mais afastamento das faces dos escritórios em relação à via principal, o que significa mais conforto acústico, mais acesso à luz natural e amplitude no acesso à via, formando praça de acesso que se conecta a uma entrada ampla e a um lobby generoso. Esta solução se contrapôs à diretriz mais comum de ocupação desse tipo de terreno, que é a de adotar pavimentos escalonados. O resultado é que os edifícios existentes e vizinhos, de modo geral, têm maior gabarito de altura em relação ao edifício construído. Obteve-se nesta proposta sobre o terreno de 900 m² dez pavimentos com 6,5 mil m² de área locável para escritórios. Há também três subsolos para vagas de carro.

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Richard Meier no Rio de Janeiro: conheça o Leblon Offices

Richard Meier no Rio de Janeiro: conheça o Leblon Offices

No Leblon Offices, a implantação contém uma especificidade passível de ser notada ainda quando se está na avenida Bartolomeu Mitre: o recuo de sua fachada em 5,5 m tanto é resposta a uma necessidade imposta pela legislação quanto é um modo como o arquiteto sutilmente destaca seu projeto dos banais edifícios adjacentes. Recuar também é um ajuste do ângulo de visão do pedestre, afinal tal ato contém a intenção de que a frente do prédio seja melhor admirada por quem está na calçada. E não se está em frente de qualquer fachada. Reconhece-se ali a assinatura pessoal de Richard Meier.

Revemos os elementos que compõem um vocabulário pessoal do arquiteto. A fachada é regulada por uma espécie de jogo neoplasticista: tal como em Mondrian, há uma composição de linhas horizontais e verticais. A horizontalidade é marcada por fixos perfis de alumínio anodizados na cor branca (brises), por uma curta marquise entre o primeiro e segundo andares, e por passarelas técnicas que podem passar despercebidas já que são compostas de elementos delgados. Ou seja, as linhas horizontais são eminentemente os elementos extrudados do plano da fachada – obviamente, eles também cumprem uma função de conforto ambiental ao protegerem os espaços internos dos raios solares das tardes cariocas. Por sua vez, a verticalidade é determinada, principalmente, pela caixilharia que estrutura o vidro do plano frontal – um ritmo variável de acordo com o distanciamento entre os perfis verticais brancos.

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