Arquiteto, designer, cenógrafo, Felippe Crescenti é o retrato perfeito da formação interdisciplinar da FAUUSP e há quase 40 anos carrega consigo ensinamentos de mestres como Eduardo Almeida

Roupa suja se lava em casa. Numa conversa descontraída, Felippe Crescenti falou sobre o legado da formação ímpar da FAU-USP, marcada, segundo ele, por uma ‘superficialidade típica do modelo interdisciplinar’. O arquiteto que acumula premiações nos mais variados segmentos do trabalho criativo – cenógrafo teatral e cinematográfico, expositor, designer e arquiteto – assina projetos icônicos como a megaloja da Tok&Stok na Marginal PInheiros, em São Paulo, e o Bar Astor, na boêmia Vila Madalena, também na capital paulista.

‘Generoso na composição de seus cenários efêmeros para o teatro, as festas e os eventos – em que explora com ousadia os brilhos, os contrastes, as cores e a diversidade de materiais -, o arquiteto Felippe Crescenti vai se distanciar tanto da exuberância e da dramaticidade dos recursos cênicos quanto das sisudas lições da sua escola brutalista de origem’ (Cecília Rodrigues Santos, ‘Exercícios de cenografia e projeto’, introdução do livro Felippe Crescenti, publicado em 2015).

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Editorial: vivacidade pela diversidade

GUSTAVO CURCIO

Duas horas de bate-papo sobre intervenções conscientes nas cidades: esse foi o tempo que durou a visita de Jacques Allard (Archi-Europe, Bélgica), Angel Luis Tendero (ALT Arquitetura, México e Espanha) e Francesco Isidori (Labics, Itália) à redação da aU. O encontro registrado você poderá conferir na revista de agosto. Isidori é um dos autores do projeto que ilustra a capa desta edição. A Cidade do Sol é exemplo vivo do pensamento contemporâneo das intervenções em tecidos urbanos já consolidados.

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