Livro reúne projetos residenciais não construídos do arquiteto Vilanova Artigas

Livro reúne projetos residenciais não construídos do arquiteto Vilanova Artigas

Os professores Ana Tagliari, Rafael Perrone e Wilson Florio, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, lançaram na última semana o livro “Vilanova Artigas: Projetos Residenciais Não Construídos”, publicado pela editora Annablume. O lançamento ocorreu durante a “XIV Semana Viver Metrópole!”.

A publicação é resultado da análise de maquetes dos projetos não construídos por Artigas, criadas exclusivamente pelos docentes. Além disso, reúne materiais exclusivos da biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) com informações sobre o arquiteto.

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Siegbert Zanettini, pioneiro na aplicação do aço, fala sobre atividade acadêmica e sua produção como projetista

Siegbert Zanettini, pioneiro na aplicação do aço, fala sobre atividade acadêmica e sua produção como projetista

O sorriso e a simpatia são os mesmos da época em que ele deixou a FAU-USP, após longa e profícua carreira acadêmica, em 2004. Treze anos depois, Siegbert Zanettini continua a todo vapor em seu escritório, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. Para a comunidade do setor, ele é o projetista da reconhecida Escola Panamericana de Artes, na Avenida Angélica, também na capital paulista. Egresso da mesma instituição onde lecionou durante décadas, Zanettini é filho da escola modernista que consagrou a FAU-USP, mas nunca deixou de criticar o movimento que o formou. Ele quebrou paradigmas e foi pioneiro e inovador ao trabalhar a tecnologia da construção metálica no Brasil.

“Arquitetos não trabalham sozinhos. Se não sabe, pergunte. Se não conhece, busque quem conhece.” Defensor do conhecimento interdisciplinar entre arquitetura e engenharia civil, Zanettini propõe o resgate da formação híbrida e foi ferrenho defensor do curso de dupla formação, com a parceria FAU-USP e Escola Politécnica da USP, num movimento que resgata as origens do curso original. O arquiteto já construía de forma sustentável quando nem se pensava nesse conceito por aqui. Desenvolveu técnicas próprias, chamadas por ele mesmo de “corte e costura do aço”, para produzir, de maneira precursora, perfis metálicos. Hoje, com a construção metálica mais difusa pelo país, ele continua inovando, e quebra paradigmas ao erguer complexos hospitalares 100% de aço em curtíssimo espaço de tempo.

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Notícias do mundo da arquitetura

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Equipamento móvel socorre inundações e alagamentos

O projeto oferece banhos quentes, lavatório, vasos sanitários e vestiários, mesmo em lugares sem fontes de água limpa e que passaram por inundações e alagamentos. Este é o Apis, do grupo Núcleo Habitat Sem Fronteiras, coordenado pela professora Lara Leite Barbosa de Senne, da FAU-USP. Visando melhorar a situação de pessoas que são atingidas por inundações com frequência, o projeto é um protótipo de banheiro modular que pode ser replicado de acordo com a necessidade. Autônomo, prevê soluções para captação, tratamento e aquecimento da água com coleta dos resíduos mesmo sem infraestrutura preexistente. A estrutura móvel é transportada em um contêiner por caminhão até o local da inundação.

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Editorial: a arte de envelhecer bem

Sempre me pergunto se os grandes expoentes da arquitetura moderna – no Brasil e no mundo – pensaram sobre o envelhecimento dos edifícios saídos de suas pranchetas. Ao caminhar pelo célebre Salão Caramelo, área aberta do icônico edifício criado por Vilanova Artigas para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, é fácil perceber que um remendo de epóxi alemão nos 1.000 metros quadrados não pode ser feito sem deixar marcas. O mesmo vale para as imensas empenas cegas de concreto aparente, tão usadas no apogeu brutalista. As soluções de recuperação adotadas ao longo do tempo contrariam os princípios básicos da escola moderna. Basta observar as estruturas de concreto da capital Brasília cobertas de tinta branca para entender um pouco desse fenômeno.

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