Encravado no topo de um mirante entre verdes montanhas da capital mineira, complexo cervejeiro se destaca pelo traçado arquitetônico inventivo e envolvente de Gustavo Penna

Encravado no topo de um mirante entre verdes montanhas da capital mineira, complexo cervejeiro se destaca pelo traçado arquitetônico inventivo e envolvente de Gustavo Penna

No princípio, eram dois elementos primordiais: um cenário de tirar o fôlego e um briefing que apontava para a criação de um ambiente propício tanto à produção quanto ao consumo de cervejas artesanais de alta qualidade. Entrelaçar essas duas pontas e amarrá-las com o desejo de surpreender os visitantes com uma miríade de experiências sensoriais foi o trabalho empreendido pelo arquiteto Gustavo Penna (GPA&A) ao projetar o Ateliê Wäls, novo complexo da cervejaria mineira que firmou parceria com a Ambev em 2015.

O local escolhido para a implantação do espaço foi um antigo galpão fabril, acomodado no topo de um dos idílicos morros do bairro Olhos D’Água, em Belo Horizonte, razão pela qual privilegiar a paisagem foi o ponto de partida. “A cidade, vista assim do alto, mais parece um céu no chão”, pontua o arquiteto, citando a canção de Paulinho da Viola para justificar o fechamento envidraçado que envolve a construção de 1.900 m² distribuídos em três pavimentos.

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Anfiteatro com cobertura metálica de Paul Laurendeau é ícone da revitalização de antiga área industrial em Quebec, no Canadá

Anfiteatro com cobertura metálica de Paul Laurendeau é ícone da revitalização de antiga área industrial em Quebec, no Canadá

Desde 2000, a prefeitura de Trois-Rivières, em Quebec, no Canadá, passou a investir na requalificação de uma antiga área industrial nas margens dos rios São Lourenço e São Maurício. Considerado a obra-prima do plano, o anfiteatro ao ar livre projetado pelo arquiteto Paul Laurendeau, com sua monumental cobertura vermelha lapidada como uma pirâmide invertida, faz jus ao terreno com vista privilegiada, situado na confluência dos rios e próximo da ilha St. Quentin.

Com 7.200 m2 (80 m x 90 m), a cobertura paira sobre o solo sustentada por oito colunas metálicas de 26 m de altura. Sobrepostas a uma parede de concreto, letras de madeira pintada de preto com 6 m de altura formam o nome da cidade, que pode ser avistado a distância, inclusive à noite. Quando o sol se põe, o marco arquitetônico ganha um aspecto ainda mais majestoso por meio da iluminação, que realça o vermelho vibrante da cobertura. A luz que destaca a arquitetura também é refletida pelo rio, compondo um cenário ainda mais suntuoso.

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Pesquisa de preços: fachada com telas metálicas é destaque de projeto do Restaurante Authoral, do Bloco Arquitetos

A malha que preenche o requadramento metálico é a base perfeita para a trepadeira, que faz uma cortina natural sobre as fachadas

O ponto focal do projeto do Bloco Arquitetos, publicado na edição 277 da aU, são as telas metálicas que revestem as fachadas do Restaurante Authoral, em Brasília (DF). De aço galvanizado com cantoneiras de alumínio, formam uma malha que dá o tom ao imóvel. O mesmo material é usado no interior da casa, como uma espécie de forro.

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Pesquisa de preços: pilar em Y é o foco do projeto da Casa da Escalada, de Leo Romano

Pesquisa de preços: pilar em Y é o foco do projeto da Casa da Escalada, de Leo Romano

A Casa da Escalada (aU 277), de Leo Romano, tem como ponto principal da estética brutalista um par de pilares em Y que suspendem a caixa de concreto aparente sobre o jardim sinuoso. Moldada in loco, a estrutura bipartida lembra ícones modernistas como o Museu de Arte Contemporânea da USP, de Oscar Niemeyer (antiga sede do Detran-SP). Segundo o arquiteto, “tudo foi moldado in loco para que o resultado final fosse fiel à proposta”. A estrutura “flutua” sobre o mosaico de bromélias, orquídeas e capins.

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Escola Senai, de NPC Grupo Arquitetura, em São Caetano, SP

Escola Senai, de NPC Grupo Arquitetura, em São Caetano, SP

IMPLANTAÇÃO EM TERRENO ÍNGREME – ESTUDOS COM MAQUETE FÍISICA

Os desafios colocados para o projeto estão relacionados principalmente à topografia acentuada do terreno e ao extenso programa de 15 mil m². O lote de 18 mil m² possui duas frentes, uma na cota alta e outra 13 m mais baixa. A estratégia dos arquitetos foi usar o modelo físico como ferramenta de projeto para investigar uma implantação que conectasse as ruas em cotas distintas.

Os primeiros estudos partiram de duas condicionantes: o alinhamento da cota mais alta como acesso principal, e a preservação da vegetação natural existente. Uma passarela elevada conformou o acesso aos edifícios ligando o passeio público ao pavimento onde acontece grande parte das atividades didáticas. A implantação dos edifícios transversalmente à passarela acomodou dois blocos na cota do maior platô. No primeiro modelo 1, o bloco principal tem duas aberturas zenitais. A sua evolução resultou em quatro volumes edificados 2, intercalados por pátios que integram as atividades desenvolvidas neste bloco com o bloco menor na cota do térreo inferior. A volumetria recortada também qualifica a iluminação e a ventilação do edifício principal pedagógico.

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Em detalhes: Arena da Juventude, no Rio de Janeiro, de Vigliecca & Associados

Em detalhes: Arena da Juventude, no Rio de Janeiro, de Vigliecca & Associados

Vigliecca & Associados . Rio de Janeiro . 2013/2016

IMPLANTAÇÃO
A Arena da Juventude está localizada no Complexo Esportivo de Deodoro, um dos quatro núcleos de instalações para os Jogos Olímpicos de 2016. A área de implantação do complexo é cortada por três vias (avenida Brasil, avenida Duque de Caxias e estrada São Pedro de Alcântara), por uma ferrovia (Ramal Santa Cruz), e por um rio (Marangá), todos paralelos entre si e que colocam um desafio para integração das instalações.

A Arena da Juventude se situa entre a avenida Brasil e o rio Marangá em uma faixa com aproximadamente 130 m de largura, o que não é muito, considerando que a Arena tem mais de 80 m de largura.

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