Com estrutura metálica e concreto armado, Shieh Arquitetos Associados assina projeto de nova sede de indústria em Vinhedo

Com estrutura metálica e concreto armado, Shieh Arquitetos Associados assina projeto de nova sede de indústria em Vinhedo

O escritório Shieh Arquitetos Associados assina o projeto na nova sede da B&F Dias, empresa de sistemas de aeração por ar difuso, em Vinhedo, no interior de São Paulo. A implantação da nova sede teve o cuidado de preservar a mata existente em um terreno de 29.000 m² e respeitar os limites da Área de Preservação Permanente (APP) referente ao Rio Capivari, que passa pelo local.

O centro funciona como uma recepção aos visitantes, onde há uma introdução à empresa B&F Dias e informativos sobre a preservação ambiental no empreendimento. Com estrutura metálica e aproveitando o desnível do terreno criou-se um volume puro que parece pousar sobre a base, avançando em um balanço de cinco metros. O balanço é possibilitado por um par de grandes treliças metálicas, com altura equivalente ao edifício, que marcam a fachada, criando uma área de sombra para um pequeno estacionamento.

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Notícias do mundo da arquitetura

Notícias do mundo da arquitetura

Torre de estrutura metálica mais alta do Brasil é inaugurada em Nova Lima (MG)

Com quase 170 metros de altura, o edifício de quase 70 mil m² de área construída teve projeto desenvolvido pelo escritório Dávila Arquitetura. O edifício foi criado a partir de uma planta em forma de estrela, que se modifica gradualmente a cada andar, e define a volumetria e o visual marcantes do edifício. Por conta dessa variação do prédio, cada uma das quatro fachadas de cortina de vidro apresenta um rasgo que se movimenta verticalmente com uma suave inclinação. E, durante a noite, este efeito pode ser visto a longa CORTE GERAL DA TORRE distância, por sua iluminação em LED, ressaltando a imponência da torre, cuja altura se assemelha à de um prédio de aproximadamente 50 andares.

O Concordia Corporate Tower está localizado na confluência da rodovia MG-030 com a Avenida Oscar Niemeyer, no bairro Vila da Serra, em Nova Lima (MG). O edifício tem 29 pavimentos-tipo em lajes steel deck, oito níveis de garagem (cerca de mil veículos), três pavimentos técnicos, pilotis, mezanino e heliponto. São quinze elevadores para atender aos usuários, além de um mix de equipamentos empresariais, incluindo auditório para 240 lugares e convention center.

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Editorial: uma questão de equilíbrio

Gustavo Curcio

Ao longo de minha carreira, tive a honra de conviver com grandes mestres da arquitetura. Dentre eles, meu primeiro professor de projeto, Siegbert Zanettini. Pioneiro no emprego do aço como alternativa ao concreto armado, o arquiteto rompeu com a lógica do movimento moderno e desenvolveu, na unha, a tecnologia da construção metálica no país. Zanettini soube, com maestria, equacionar sua expressiva produção como arquiteto com seu profícuo trabalho na academia. Grandes arquitetos, salvo exceções, transitam bem entre a universidade e o escritório. Talvez daí venham a inventividade e a atualização constantes desses profissionais híbridos.

Encontrar Zanettini quase 15 anos depois de ser seu aluno foi uma lição de que se manter ativo é para poucos. No auge de sua produção e inventivo como de costume, o arquiteto reforçou ideias que há tempos são defendidas como modelo de ensino da arquitetura: a reaproximação com as engenharias e a interdisciplinaridade são as chaves para o êxito na profissão.

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Ícone do Parque Farroupilha e da arquitetura moderna brasileira, Auditório Araújo Vianna tem retrofit do MooMAA implementado parcialmente

Ícone do Parque Farroupilha e da arquitetura moderna brasileira, Auditório Araújo Vianna tem retrofit do MooMAA implementado parcialmente

De anfiteatro ao ar livre a uma das mais modernas salas de espetáculos da capital gaúcha, o Auditório Araújo Vianna, no Parque Farroupilha, é dono de uma respeitável trajetória de mais de meio século, entrelaçada com a memória da própria cidade.

Concebido durante o movimento de vanguarda da arquitetura moderna brasileira, na década de 1950, o projeto nasceu das pranchetas dos arquitetos Carlos Maximiliano Fayet e Moacyr Moojen Marques, então funcionários da Divisão de Urbanismo da Secretaria de Obras da prefeitura de Porto Alegre. Decretada a desativação da primeira versão do auditório, que ficava na Praça da Matriz (veja a linha do tempo), a dupla teve como missão colaborar com a escolha de um local para a sua implantação, desenvolver o projeto arquitetônico e administrar a obra.

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Arquitetura de escola em São Paulo foi pautada pela proposta pedagógica: a franca relação entre interior e exterior e a oferta de ambientes dinâmicos e estimulantes no coração do projeto

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Como pensar arquitetonicamente uma escola que não deseja se prender a suas paredes e lousas? Partindo dessa reflexão, a educadora Gisela Wajskop delineou as bases do que seria o espaço ideal para abrigar a Escola do Bairro, um centro de educação infantil e fundamental I (do 1o ao 5o ano) norteado por um intenso diálogo de culturas – a familiar, a infantil, a local e a comunitária.

O local escolhido para acolher a instituição foi um simpático sobradinho de estilo eclético construído entre as décadas de 1940 e 1950, na Vila Mariana, em São Paulo. “Considerando que um ambiente guarda rastros que revelam como as pessoas ali viviam e se relacionavam, decidimos respeitar as marcas históricas do prédio, mantendo e recuperando muitos dos elementos originais. Para as crianças, é também uma forma de aprender com a vida real e a memória”, conta Gisela. Coube ao arquiteto Gabriel Grinspum, do escritório Agrau, criar um projeto que adaptasse o imóvel às necessidades do uso escolar e, ao mesmo tempo, traduzisse em linguagem arquitetônica todos os detalhes da proposta pedagógica desenvolvida pela educadora. Leia mais

Palco de festival no Jockey Club de São Paulo tem projeto compartilhado por SuperLimão Studio, Guto Requena e Marko Brajovic

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No mês de fevereiro, São Paulo sediou o Dekmantel Festival, um dos mais importantes eventos de música eletrônica do mundo. Após anos organizando festas, seus fundadores Thomas Martojo e Casper Tielrooij decidiram ampliar o amor que têm pela música de qualidade, pouco convencional e dançante, com a criação de um selo em 2009. Quatro anos depois, juntos a um amigo de longa data e então sócio, Matthijs Theben Terville, o trio decidiu expandir suas operações para dentro do universo dos festivais. O evento realizado no Jockey Club de São Paulo atraiu 6 mil pessoas. A ideia geral da cenografia foi a simbiose entre cada um dos palcos e a própria arquitetura do Jockey, cujo projeto data dos anos 1940, do arquiteto francês Henri Sajous. Leia mais