Schmidt Hammer Lassen Architects projeta torre de uso misto em Detroit

Schmidt Hammer Lassen Architects projeta torre de uso misto em Detroit

O escritório Schmidt Hammer Lassen Architects irá desenvolver no coração de Detroit, nos Estados Unidos, um edifício de uso misto com mais de 480 unidades residenciais, espaços comerciais e áreas públicas. O projeto foi encomendado pela Bedrock Management Service LLC e desenvolvido em parceria com o Neumann Smith, a empresa de engenharia Buro Happold e os arquitetos paisagistas SLA

O Schmidt Hammer Lassen desenvolveu um projeto que interagisse harmoniosamente com a primeira torre de escritórios de arranha-céus de Detroit.

Com praças públicas e espaços verdes, a nova torre terá pé direito alto e pisos largos, proporcionando maior incidência de luz natural em todo o edifício. Uma das grandes preocupações do projeto foi proporcionar espaços públicos com segurança integral na área de 4.400 metros quadrados.

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Projeto da nova sede de sala teatral catalã mantém características espaciais da construção original e busca unidade visual entre o antigo e o novo

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Quando o dramaturgo catalão Toni Casares deparou com o antigo edifício da cooperativa de trabalho Paz y Justicia, em Barcelona, na Espanha, sabia que aquela construção seria ideal para acolher a nova sede da Beckett, sala teatral fundada em 1989, e dirigida por ele desde 1997. As dimensões generosas do prédio, situado no bairro de El Poblenou, fascinaram Casares, que não se intimidou com o estado de abandono em que se encontrava a edificação, em desuso desde 1980, quando a cooperativa parou de funcionar. O diretor queria, dentre outras coisas, que a memória do edifício fosse preservada pelo projeto de arquitetura feito pelo escritório Flores y Prats.

Vencedores de um concurso público promovido pela prefeitura de Barcelona para o projeto da Sala Beckett – Obrador Internacional de Dramatúrgia, em 2010, os arquitetos Ricardo Flores e Eva Prats, sócios do Flores y Prats, mantiveram as características espaciais da construção original, erguida em 1924, restaurando elementos como vitrais, cornijas e rosáceas. “As cicatrizes que o tempo havia deixado nas paredes, nos tetos e nos pisos deveriam se somar às ações feitas por nós, numa superposição de elementos de diferentes épocas, sem que houvesse uma distinção nítida entre o que é velho e o que é novo”, afirma a dupla.

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Editorial: um retrofit da profissão

Gustavo Curcio

Trabalhar arquitetonicamente a memória tem sido o desafio de muitos arquitetos no Brasil e no exterior. Embora filhos de um país jovem – que tem dificuldade de lidar com um patrimônio “recente” -, temos visto experiências interessantes de intervenções em edifícios históricos. O trabalho do retrofit em escala monumental parece mais óbvio, como é o caso do Auditório Araújo Vianna, que permanece uma obra aberta em solo gaúcho e ilustra as páginas de uma reportagem desta edição.

“Por muito tempo, perdura entre os homens a postura de lidar livremente com os artefatos arquitetônicos do passado, no sentido de adaptá-los às exigências do presente, sem impor qualquer limitação às alterações ou mesmo às demolições.” (Eneida de Almeida*)

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Como tirar partido do sistema de fachadas unitizadas, cumprir a demanda dos clientes por edifícios cobertos de vidro e ainda assim manter a eficiência energética

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Quais preocupações devem nortear um projeto comprometido com o conforto térmico e a eficiência energética?
CARLOS ALBERTO GARCIA Primeiramente, o escritório de arquitetura precisa contar com consultores especializados nos segmentos ligados ao tema, setorizando cada pré-requisito: ar-condicionado, conforto térmico e caixilharia são alguns exemplos desses setores. São esses profissionais que vão ajudar a encontrar as soluções para não errar na definição dos materiais que darão forma às faces do edifício. É essencial que a equipe esteja afinada desde a fase de concepção do projeto.

CÍNTIA FIGUEIREDO A boa arquitetura considera como ponto de partida para o projeto, entre outros fatores, o clima no qual o prédio está inserido e a orientação solar do volume proposto. Só depois dessa etapa preliminar é que chega a hora de atender às demandas do incorporador, da legislação e de pensar na viabilidade dos sistemas disponíveis.

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Designer holandês cria torre de 7 metros de altura para se tornar o maior purificador de ar do mundo

Designer holandês cria torre de 7 metros de altura para se tornar o maior purificador de ar do mundo

“Nós criamos máquinas para nos beneficiar; nós inventamos a roda e os carros para que pudéssemos nos libertar. Mas agora as máquinas estão se voltando contra nós, tornando nosso ar extremamente poluído. Será que é possível reverter esse quadro? E se, em vez de poluir, as máquinas feitas pelo homem servissem justamente para limpar a atmosfera?” Eis a reflexão que levou o designer holandês Daan Roosegaarde a criar a Smog Free Tower, uma torre de 7 m de altura que é o maior purificador de ar do mundo.

Na maioria das metrópoles, a poluição atua como um perigo invisível, mas há locais em que os índices são tão extremos que é possível enxergá-la nitidamente: é o caso de Pequim, onde crianças são mantidas em ambientes internos para que possam respirar ar filtrado e a população se acostumou a sair às ruas utilizando máscaras protetoras. Não à toa, foi em uma janela do 320 andar de um hotel na capital chinesa, diante de uma densa névoa poluente que pairava sobre a cidade, que Roosegaarde teve a ideia de construir um purificador atmosférico em escala urbana.

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Ao criar a nova sede do Instituto Brincante em São Paulo, Bernardes Arquitetura opta por um edifício aberto à circulação e à rua

Ao criar a nova sede do Instituto Brincante em São Paulo, Bernardes Arquitetura opta por um edifício aberto à circulação e à rua

Não é de hoje que o Instituto Brincante promove o conhecimento e a assimilação da riqueza cultural brasileira: lá se vão quase 25 anos desde que o casal de artistas Antonio Nóbrega e Rosane Almeida ocupou, com seu teatro-escola, um antigo galpão industrial no coração da Vila Madalena. O risco de ter que deixar a região – tradicionalmente ligada a manifestações artísticas e culturais – veio em 2014, quando o proprietário do imóvel alugado solicitou sua desocupação: o terreno seria vendido a uma construtora. Depois de pleitear na justiça o direito pela permanência e, ainda, levantar um importante debate sobre os edifícios que pouco a pouco tomam nossas cidades, o instituto se viu obrigado a abandonar o endereço.

Começou, então, um novo capítulo nessa história: o da reinvenção. Com o objetivo de arrecadar recursos para a criação de um novo espaço a poucos metros do anterior, foi lançada a campanha #FicaBrincante. Parte da verba veio do Instituto Alana, grande apoiador da causa; outra, do público, captada por meio do site de financiamento coletivo Catarse. O projeto foi assinado e doado pelo escritório Bernardes Arquitetura, que também mobilizou novos parceiros: boa parte das empresas, profissionais e fornecedores envolvidos na obra também não cobrou nada ou apenas o preço de custo.

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