Edifício JCândido, concebido pela OCA em Porto Alegre, é exemplo no tratamento variado de fachadas

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Um prédio de arquitetura autoral que se erguesse como um sopro de novidade em meio à paisagem do tradicional bairro Higienópolis na capital gaúcha. Eis o principal pedido da incorporadora MKS Empreendimentos à equipe de profissionais da Oficina Conceito Arquitetura (OCA). Já nas primeiras conversas sobre aquele que viria a se tornar o JCândido, edifício residencial com seis andares de estilo contemporâneo, o que se descortinava era o estabelecimento de um diálogo franco e fértil entre o discurso lógico do mercado imobiliário e a vibrante possibilidade de a arquitetura contribuir ativamente no desenho de cidades mais vivas, abertas e generosas.

Iniciada a fase de projeto, o primeiro desafio foi conceber o programa de acordo com as limitações do lote, de boa profundidade (45 m), porém com testada bastante reduzida (apenas 13,5 m). Levando em conta o desejo de que a edificação tivesse recuo suficiente para permitir aberturas em toda a extensão das fachadas laterais – o que impactaria consideravelmente nos ganhos de iluminação e ventilação cruzadas das unidades –, a largura disponível ficava ainda mais restrita. Chegou-se então ao traçado de um corpo de prédio com 7 m de largura e 32 m de profundidade, mantendo uma boa proporção estética com relação à sua altura, de 17,5 m.

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José e Francisco Nasser Hissa: sempre contemporâneos

POR RICARDO PAIVA
Arquiteto e urbanista pela UFC (1997), com mestrado (2005) e doutorado (2011) pela FAU-USP. É professor-adjunto do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFC e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo e Design da UFC – PPGAU+D-UFC. Coordena o Laboratório de Crítica em Arquitetura, Urbanismo e Urbanização (LoCAU) do DAU-UFC. É pesquisador do Laboratório de Comércio e Cidade (Labcom) da FAU-USP

BEATRIZ DIÓGENES
Arquiteta e urbanista pela UFC (1978), com mestrado (2005) e doutorado (2012) pela FAU-USP. É professora-adjunta do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFC e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo e Design da UFC – PPGAU+D-UFC. É pesquisadora do Laboratório de Crítica em Arquitetura, Urbanismo e Urbanização (LoCAU)


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Herança das décadas de 50 e 60, os casarões modernistas que dominavam o bairro de Graças, na Zona Norte da capital pernambucana, vêm gradualmente perdendo a hegemonia: muitos dão lugar a edifícios, outros passam por intervenções que acabam resultando na total descaracterização de seu estilo arquitetônico. Felizmente, nenhum desses foi o destino deste sobrado, que passou por uma esmerada reforma para abrigar a nova unidade da creperia Anjo Solto, ícone boêmio estabelecido há mais de 20 anos na cidade.

A cargo das arquitetas Ana Luisa Rolim, do escritório Coletivo-rt, e Juliana Santos, a proposta preservou ao máximo os elementos sobreviventes do projeto original, de 1962. “Principalmente no exterior, conseguimos manter a estética modernista que havia resistido ao tempo”, avalia Ana Luisa.

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