Museu da Casa Brasileira divulga vencedores do 31º Prêmio Design MCB

Museu da Casa Brasileira divulga vencedores do 31º Prêmio Design MCB

O Museu da Casa Brasileira (MCB), sob direção da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, anunciou os 54 selecionados do 31º Prêmio Design MCB, entre vencedores e menções honrosas. Nesta edição, 587 trabalhos se inscreveram na premiação.

Na categoria Construção, o objetivo era reconhecer os produtos necessários para o cotidiano de uma obra, mas que se destacassem de forma estética. O primeiro lugar ficou com a Torneira UP&Down, da CEA Design, por Marcio Kogan, Mariana Ruzante e Diana Radomysler. O segundo lugar foi para a Ducha Higiênica Despressurizada, da Deca – Duratex S.A., por Pedro Martins, Regis Carvalho Romera e Caio del Giorno Vasone. Já o terceiro lugar foi para a Coleção Escamas, da Santa Luzia, por Gabriel Freitas de Andrade, Paulo Biacchi, Marcelo Rosenbaum, Carolina Armelli e Adriana Benguela.

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Siegbert Zanettini, pioneiro na aplicação do aço, fala sobre atividade acadêmica e sua produção como projetista

Siegbert Zanettini, pioneiro na aplicação do aço, fala sobre atividade acadêmica e sua produção como projetista

O sorriso e a simpatia são os mesmos da época em que ele deixou a FAU-USP, após longa e profícua carreira acadêmica, em 2004. Treze anos depois, Siegbert Zanettini continua a todo vapor em seu escritório, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. Para a comunidade do setor, ele é o projetista da reconhecida Escola Panamericana de Artes, na Avenida Angélica, também na capital paulista. Egresso da mesma instituição onde lecionou durante décadas, Zanettini é filho da escola modernista que consagrou a FAU-USP, mas nunca deixou de criticar o movimento que o formou. Ele quebrou paradigmas e foi pioneiro e inovador ao trabalhar a tecnologia da construção metálica no Brasil.

“Arquitetos não trabalham sozinhos. Se não sabe, pergunte. Se não conhece, busque quem conhece.” Defensor do conhecimento interdisciplinar entre arquitetura e engenharia civil, Zanettini propõe o resgate da formação híbrida e foi ferrenho defensor do curso de dupla formação, com a parceria FAU-USP e Escola Politécnica da USP, num movimento que resgata as origens do curso original. O arquiteto já construía de forma sustentável quando nem se pensava nesse conceito por aqui. Desenvolveu técnicas próprias, chamadas por ele mesmo de “corte e costura do aço”, para produzir, de maneira precursora, perfis metálicos. Hoje, com a construção metálica mais difusa pelo país, ele continua inovando, e quebra paradigmas ao erguer complexos hospitalares 100% de aço em curtíssimo espaço de tempo.

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Estão abertas as inscrições para o novo Prêmio PINI, que neste ano reconhecerá inovações tecnológicas, melhores obras e cases da indústria da construção

Estão abertas as inscrições para o novo Prêmio PINI, que neste ano reconhecerá inovações tecnológicas, melhores obras e cases da indústria da construção

Criado em 1996 para destacar os melhores fornecedores da construção, o Prêmio PINI reconheceu ao longo de mais de duas décadas os principais fabricantes de mais de 30 segmentos da indústria. A pesquisa realizada anualmente junto aos assinantes a pagamento das revistas da PINI dá lugar este ano a um novo formato. Em vez de uma avaliação do tipo share of mind, o novo Prêmio PINI passa a reconhecer as inovações tecnológicas e os melhores cases da indústria. As categorias Melhores Obras e Iniciativa Setorial de Destaque, incluídas em algumas edições, voltam a figurar neste ano. A escolha dos vencedores será feita por uma banca de premiação composta de líderes das principais entidades setoriais da construção.

“O novo regulamento permitirá identificar as empresas que investem em inovação e no atendimento ao cliente”, explica Mário Sérgio Pini, relações-institucionais da PINI. “Vamos conhecer os cases e as iniciativas que estão contribuindo para a melhoria da qualidade, da produtividade e do fomento tecnológico da construção”, completa. O diretor lembra também a expectativa de premiar grandes obras nos segmentos residencial, corporativo, institucional e de infraestrutura.

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Perdemos o timing

Assistimos ao maior fenômeno de empoderamento financeiro – mesmo que momentâneo e baseado em alicerces duvidosos – e desperdiçamos a oportunidade, como arquitetos, de criar algo novo, de fato, para a habitação de interesse social no Brasil

O professor e escritor indiano C. K. Prahalad, antes de lançar o livro A Riqueza na Base da Pirâmide, em 2003, concedeu entrevista à revista Exame. O pesquisador da Universidade de Michigan estudou 12 casos de empresas que obtiveram êxito nos negócios com o público que ele chamou de base da pirâmide. Dentre os objetos de análise, escolheu uma grande rede varejista de móveis e eletrodomésticos brasileira. Sobre a empresa, disse: “O fundador da companhia começou com a ideia de servir aos pobres. Estava à frente dos outros. Hoje, são mais de 300 lojas, que atendem a mais de 10 milhões de consumidores. A rede ajuda o consumidor a poupar e comprar. Também tem um sistema tecnológico sofisticado para apoiar o negócio”. Em seu livro, o pesquisador evidencia o papel importante, na economia brasileira, desse tipo de comércio e a relevância nas cifras totais do varejo do país. “Maior prova de que o consumidor de baixa renda valoriza marca é o caso dessa varejista, maior vendedora de produtos Sony no Brasil.” Com apelo aspiracional, a empresa tornou-se a maior do setor no país.

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