Com uma variedade cada vez maior, os pisos para espaços corporativos precisam atender a algumas exigências, a fim de simplificar a manutenção e evitar problemas de acústica e desgaste

Com uma variedade cada vez maior, os pisos para espaços corporativos precisam atender a algumas exigências, a fim de simplificar a manutenção e evitar problemas de acústica e desgaste

Aspectos como intensidade de circulação de pessoas, rotina de limpeza e perfil da empresa não são os únicos fatores essenciais para acertar na escolha do piso do escritório. ‘Em obras corporativas é comum ter uma parte da infraestrutura de dados, elétrica e hidráulica passando pelo piso. Por isso, dependendo do material escolhido, você acaba inviabilizando a manutenção e o acesso a essas infraestruturas’, alerta o arquiteto Bruno Moraes. Seguindo essa orientação, vale tomar a decisão certa no início do projeto, por causa dessas interferências, o que ajuda a definir como serão passadas as infraestruturas e onde serão as áreas molhadas, molháveis e secas.

Espaços corporativos requerem flexibilidade, já que a dinâmica de mudança da estrutura da empresa é constante, seja por crescimento, seja por diminuição do número de colaboradores ou mudanças estruturais. ‘Nesse caso, o piso escolhido deve levar em conta essa dinâmica’, comenta a arquiteta Marcia Sakima, da Ufficcio Arquitetura e Engenharia, que enumerou outros pontos importantes:

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Ampliações e reformas em hospitais pedem obras limpas, rápidas e silenciosas, que interfiram o mínimo possível no ambiente ao redor. No detalhamento do projeto, a facilidade de assepsia e a manutenção, além de um viés humanizado, devem ser levadas em consideração

Ampliações e reformas em hospitais pedem obras limpas, rápidas e silenciosas, que interfiram o mínimo possível no ambiente ao redor. No detalhamento do projeto, a facilidade de assepsia e a manutenção, além de um viés humanizado, devem ser levadas em consideração

Organismos pulsantes e extremamente dinâmicos, os hospitais pedem constantes intervenções arquitetônicas, seja para que possam acompanhar a evolução das tecnologias médicas e se adaptar a novos procedimentos, seja simplesmente para ampliar a capacidade de atendimento. “Um hospital nunca vai estar 100% pronto, nem mesmo no dia da inauguração: assim que as atividades tiverem início, as demandas vão aparecer uma atrás da outra”, pontua a arquiteta Cássia Cavani, diretora do Cavani Arquitetos.

Apesar do funcionamento constante, um dos maiores desafios da arquitetura hospitalar é o fato de seu ambiente de atuação ser extremamente desfavorável à realização de uma obra: que local poderia ser mais sensível a barulho, sujeira, odores e movimentação excessiva de máquinas e pessoas do que um espaço voltado a cuidados médicos? “Todas as escolhas de projeto devem visar à menor interferência possível no ambiente”, afirma Lauro Miquelin, CEO do L+M, especializado em arquitetura de saúde. “Realizar uma intervenção em um hospital em funcionamento é como trocar uma turbina com o avião voando”, acrescenta. Leia mais

Pedras naturais: resultados únicos na arquitetura

Pedras naturais: resultados únicos na arquitetura

A Vitória Stone Fair – Marmomacc Latin America, a maior feira do segmento de rochas ornamentais das Américas, reúne entre os dias 14 e 17 de fevereiro na capital capixaba expositores de pelo menos 21 países. Apresentar ao mercado variedades de pedras e formas de beneficiamento do material é o foco do evento que em 2016 reuniu cerca de 26 mil visitantes de 60 países, incluindo missões estrangeiras do Irã, Alemanha, Canadá e Polônia.

Não por acaso, Vitória é a sede da feira. O estado do Espírito Santo é internacionalmente reconhecido com um dos principais celeiros mundiais de pedras ornamentais usadas na construção civil. A Vitória Stone Fair antecipa tradicionalmente tendências em mármores, granitos e pedras translúcidas, além de máquinas, insumos e equipamentos para o trabalho com esses materiais.

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Ainda pouco utilizadas no Brasil se comparadas às de concreto armado, as estruturas metálicas apresentam características intrínsecas ao material, que possibilitam aos arquitetos uma pitada a mais de ousadia na forma

Ainda pouco utilizadas no Brasil se comparadas às de concreto armado, as estruturas metálicas apresentam características intrínsecas ao material, que possibilitam aos arquitetos uma pitada a mais de ousadia na forma

Conquistar grandes vãos ou balanços com uma estrutura esguia fica bem mais fácil quando se trabalha com estruturas metálicas. Lançar mão desta técnica, no entanto, está longe de ser algo bem difundido no país. Seja pela viabilidade econômica, seja pelas limitações que a técnica impõe por conta do uso de mão de obra especializada, a estrutura metálica ainda tem espaço a conquistar por aqui. Fato é que seções de viga de concreto, mesmo protendido, acima dos 50 centímetros, dificultam a finalização da obra. Como a estrutura geralmente não é evidenciada nesses casos, gera a necessidade de instalação de forro e, com isso, perda de pé-direito.

Trabalhar com metal exige diversos cuidados, desde o revestimento adequado das peças para garantir durabilidade até a conexão de vigas e pilares com as demais estruturas, geralmente construídas em concreto armado, principalmente de fundações ou barreiras de contenção. De acordo com o grau de intemperismo a que estiver sujeita a estrutura – isso inclui peças externas e internas e varia de acordo com a região onde estiver – a estrutura deve receber um tipo de revestimento.

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Critérios de sustentabilidade para construir mais e melhor

Critérios de sustentabilidade para construir mais e melhor

Atender à demanda da sociedade por edifícios mais sustentáveis exige que os arquitetos trabalhem sem fórmulas prontas, mas com base em muito conhecimento e criatividade para chegar às soluções mais adequadas, levando em conta as particularidades e necessidades de cada projeto.

O percurso começa pelo entendimento da sustentabilidade como algo abrangente, que cerca o ciclo de vida da edificação, desde o início de sua construção à sua reciclagem ou demolição, incluindo todo o período de uso e operação. Também passa por uma abordagem que inclua soluções integradas para maximizar a eficiência no aproveitamento de recursos, e a escolha de suprimentos e materiais mais ecológicos. “De pouco adianta inserir dispositivos com apelo verde se o edifício em si consome água e energia indiscriminadamente”, diz o arquiteto Rafael Lazzarini, gerente do departamento de Novos Negócios da Unidade de Sustentabilidade do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE). Da mesma forma, de pouco vale uma construção erguida com baixa geração de resíduos e econômica do ponto de vista energético se não atender às necessidades de seus ocupantes.

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Como especificar banheiros residenciais

Como especificar banheiros residenciais

Inicialmente, era um anexo da casa, instalado no quintal. Depois adentrou a área doméstica, mas continuou estritamente utilitário. Com o tempo, porém, o banheiro foi conquistando espaço e acumulando funções. “Dizem os estudiosos que, com a era da informática, o único lugar onde permanecemos a sós é o banheiro. Por isso, a tendência é transformá-los em salas de banho, espaços íntimos e acolhedores”, afirma a arquiteta Cris Paola.

Revestimentos resistentes a riscos, manchas e abrasão, bacias sanitárias suspensas, caixas de descargas embutidas, ralos invisíveis e lineares, misturadores monocomando para bancadas, chuveiros e bidês são as principais novidades apontadas pelos arquitetos. Para melhorar o conforto térmico, termostatos e sistemas de aquecimento de piso têm sido cada vez mais empregados. Na área de banho, as banheiras voltam a ser tendência, assim como espelhos com desembaçadores e nichos nos boxes executados na própria alvenaria.

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