CAU/BR: há 143.401 arquitetos e urbanistas em exercício profissional no País

CAU/BR: há 143.401 arquitetos e urbanistas em exercício profissional no País

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) lançou no último sábado (7) o Anuário de Arquitetura e Urbanismo de 2016, pesquisa que detalha o setor no Brasil. De acordo com os dados, no ano passado havia 143.401 arquitetos e urbanistas em exercício profissional no País, um aumento de 36% na comparação com 2012, primeiro ano do levantamento, e 7% maior do que 2015.

Entre os arquitetos atuantes, 62,5% são mulheres e a predominância continua nas faixas etárias menores: até 30 anos, 73% são mulheres e 27% são homens, enquanto na faixa etária de 31 a 40 anos a cada um homem arquiteto há duas mulheres arquitetas. Os homens registram maioria apenas na faixa etária acima de 60 anos, com 64%. Leia mais

Conheça as chapas que vão participar das eleições do CAU neste ano

Conheça as chapas que vão participar das eleições do CAU neste ano

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) divulgou em seu site a relação das chapas participantes das eleições programadas para o dia 31 de outubro. De acordo com a entidade, serão eleitos 326 conselheiros titulares nas regionais (CAU/UF) e 28 conselheiros titulares no CAU/BR, além dos respectivos suplentes para o mandato de 2018 a 2020.

A principal função dos conselheiros é se manter informado sobre as modificações da legislação vigente, participando de reuniões Plenárias, reuniões de Comissões e reuniões de órgãos colegiados, estabelecidas em calendários definidos por cada regional da entidade. Vale ressaltar, que o cargo não é remunerado e só recebe auxílio somente para viagens e deslocamentos.

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Eleições definem o destino da profissão. Veja entrevista com Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR

Eleições definem o destino da profissão. Veja entrevista com Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR

No dia 31 de outubro, cerca de 150 mil arquitetos e urbanistas vão escolher os novos profissionais para compor o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal (CAU/UF), para o mandato 2018-2020. Na entrevista a seguir, o arquiteto e urbanista Haroldo Pinheiro, que cumpre o segundo mandato na presidência do CAU/BR, fala das expectativas para essas eleições, dos desafios dos próximos gestores e do legado que ele deixará.

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Prorrogadas as inscrições do concurso de ideias para o projeto de revitalização do Parque Estadual do Cocó, no Ceará

Prorrogadas as inscrições do concurso de ideias para o projeto de revitalização do Parque Estadual do Cocó, no Ceará

Da redação da PINIweb

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), prorrogou até 7 de novembro as inscrições para o concurso público de ideias de urbanismo, paisagismo e arquitetura para o Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza. A competição tem consultoria do Departamento Ceará do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-CE).

Poderão participar equipes multidisciplinares coordenadas por profissionais de arquitetura e urbanismo com registro regulamentado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR) e que residam no Brasil. Os concorrentes deverão apresentar propostas para 17 trechos em áreas degradadas ao longo do Parque Estadual do Cocó, prevendo equipamentos de contemplação, lazer, esporte e educação ambiental. O espaço total tem 1.080,7377 hectares.

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Reconhecimento e valorização

GUSTAVO CURCIO

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo das Unidades da Federação (CAU/UF) foram criados pela Lei 12.378, de 31 de dezembro de 2010. Apenas um ano depois, em 15 de dezembro de 2011, nasceu o corpo que regula o exercício de nossa profissão no país. Consolidado, o CAU/BR desempenha papel fundamental para a valorização de arquitetos e urbanistas. Dentre os pleitos junto ao Congresso Nacional está a recém-apresentada proposta de criação de lei específica para contratação de projetos e obras públicas – apresentada no dia 5 de julho em conjunto com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A ideia é tratar de forma diferenciada a compra de produtos como materiais de expediente, serviços intelectuais e serviços de arquitetura. “Estamos propondo um passo mais largo, para além da revisão da Lei de Licitações. É preciso uma lei própria para projetos”, afirmou o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, durante o I Fórum de Desenvolvimento Urbano, realizado em uma parceria do CAU/BR e da Câmara dos Deputados.

Diante da dinâmica de crescimento das cidades brasileiras e dos novos padrões de ocupação, está clara a necessidade de fortalecimento dos quadros técnicos dos órgãos públicos para o planejamento urbano. “Precisamos recolocar o Estado como indutor através do planejamento, e não só através do investimento”, ressalta o presidente do CAU/BR.

Temos apresentado nas últimas edições exemplos de intervenções urbanas que promoveram verdadeiras revoluções em áreas degradadas de centros urbanos mundo afora. Neste mês, é a vez do Canadá, com o icônico Anfiteatro Trois-Rivières, projeto do Atelier Paul Laurendeau, em Quebec. A construção de cobertura metálica monumental é o ápice da intervenção urbanística que requalificou uma antiga área industrial da cidade.

Exemplos como o canadense reacendem a discussão em torno da cidade dotada de usos variados e igualmente distribuídos ao longo do território. A setorização das cidades, tão pregada pelo modelo modernista, trouxe consigo a necessidade de transporte de longas distâncias para as pessoas irem até os locais de trabalho. Essa herança é sentida até hoje por aqui. “Nas cidades brasileiras, a adoção do modelo modernista de produzir cidades resultou na implantação de moradias localizadas em bairros distantes da área central e dos postos de trabalho”, explica a professora e arquiteta Elisabete França.

Valorizar a própria profissão é papel de cada arquiteto e urbanista. Pleitear a valorização junto ao poder público é o que esperamos do conselho que nos representa.

“Diante da dinâmica de crescimento das cidades brasileiras e dos novos padrões de ocupação, está clara a necessidade de fortalecimento dos quadros técnicos dos órgãos públicos para o planejamento urbano”