Estudantes da Universidade Católica de Santos ganham concurso para projeto de casa portátil

Estudantes da Universidade Católica de Santos ganham concurso para projeto de casa portátil

A equipe de Igor Augusto Coimbra de Almeida, Caroline de Oliveira Tavares e Matheus Duarte Pardal, da Universidade Católica de Santos (UNISANTOS), no litoral de São Paulo, ganhou o concurso do Portal Projetar.org para o projeto de um abrigo individual portátil destinado à desabrigados. Ao todo, a competição recebeu 142 propostas.

O abrigo deveria contemplar apenas espaço para o desabrigado dormir com conforto e segurança, tendo isolamento térmico para climas quentes e/ou frios, baixo peso e facilidade de montagem/desmontagem. De acordo com o júri, a proposta vencedora é concisa e original, de alta funcionalidade.

Leia mais

Perkins + Will constrói casa em volta de Flamboyant em São Paulo

Perkins + Will constrói casa em volta de Flamboyant em São Paulo

A árvore Flamboyant tem origem da África e foi introduzida no Brasil no século 19. Ela se destaca pela beleza das flores vermelhas e apresenta variedades em tons mais claros. Pensando nisso, uma família paulistana contratou o escritório Perkins + Will para construir sua nova casa, no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo, de forma que o Flamboyant se tornasse a principal personagem do projeto.

O terreno de cerca de 1.000 m² escolhido pelos moradores tinha 50% da área ocupada por um jardim, incluindo a imponente árvore. Por isso, um projeto respeitando todas as condições naturais desse local foi um desafio.

Leia mais

Concurso de ideias para estudantes premia projeto de abrigo individual portátil

Concurso de ideias para estudantes premia projeto de abrigo individual portátil

O portal Projetar.org lançou seu 24º concurso de ideias para estudantes de arquitetura e urbanismo, que desta vez busca o projeto de um abrigo individual portátil destinado à desabrigados. As inscrições vão até o dia 19 de fevereiro.

“O atual processo de urbanização das cidades está ligado com a incapacidade mundial em resolver um problema crônico tratado como invisível: o aumento da população sem teto, ou desabrigada. Tendo em vista a dificuldade de sanar o déficit habitacional e a gravidade da situação em que encontram os desabrigados, é necessário e relevante pensar em soluções emergenciais que ao menos diminuam seu sofrimento e melhorem sua condição básica de existência”, diz a competição.

Leia mais

Siegbert Zanettini, pioneiro na aplicação do aço, fala sobre atividade acadêmica e sua produção como projetista

Siegbert Zanettini, pioneiro na aplicação do aço, fala sobre atividade acadêmica e sua produção como projetista

O sorriso e a simpatia são os mesmos da época em que ele deixou a FAU-USP, após longa e profícua carreira acadêmica, em 2004. Treze anos depois, Siegbert Zanettini continua a todo vapor em seu escritório, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. Para a comunidade do setor, ele é o projetista da reconhecida Escola Panamericana de Artes, na Avenida Angélica, também na capital paulista. Egresso da mesma instituição onde lecionou durante décadas, Zanettini é filho da escola modernista que consagrou a FAU-USP, mas nunca deixou de criticar o movimento que o formou. Ele quebrou paradigmas e foi pioneiro e inovador ao trabalhar a tecnologia da construção metálica no Brasil.

“Arquitetos não trabalham sozinhos. Se não sabe, pergunte. Se não conhece, busque quem conhece.” Defensor do conhecimento interdisciplinar entre arquitetura e engenharia civil, Zanettini propõe o resgate da formação híbrida e foi ferrenho defensor do curso de dupla formação, com a parceria FAU-USP e Escola Politécnica da USP, num movimento que resgata as origens do curso original. O arquiteto já construía de forma sustentável quando nem se pensava nesse conceito por aqui. Desenvolveu técnicas próprias, chamadas por ele mesmo de “corte e costura do aço”, para produzir, de maneira precursora, perfis metálicos. Hoje, com a construção metálica mais difusa pelo país, ele continua inovando, e quebra paradigmas ao erguer complexos hospitalares 100% de aço em curtíssimo espaço de tempo.

Leia mais

Projeto modular 100% industrializado desenvolvido por Werner Sobek e Klaus Fischer torna possível produção sustentável de moradias para refugiados na Europa

Projeto modular 100% industrializado desenvolvido por Werner Sobek e Klaus Fischer torna possível produção sustentável de moradias para refugiados na Europa

“Dos 7,4 bilhões de pessoas que habitam nosso planeta hoje, 2 bilhões ainda são crianças com menos de 16 anos de idade. Nos próximos 16 anos, essas crianças de hoje vão requisitar casas, empregos e infraestrutura. Em 1930, a população mundial era de 2 bilhões de habitantes. Ou seja, em apenas 16 anos, teremos de construir o mundo de 1930.” Este é o resumo da ideia que norteou o arquiteto e engenheiro estrutural Werner Sobek na concepção da Aktivhaus, fruto de uma parceria profícua para o projeto de moradias na Alemanha entre o escritório do profissional e o Grupo Fischer, internacionalmente reconhecido pela excelência no desenvolvimento de componentes para a construção civil em todas as fases da obra, da fundação à decoração.

Considerando métodos tradicionais de construção, para suprir essa demanda de moradias seriam necessários 1 bilhão de toneladas de concreto e tijolos. Segundo Sobek, esse volume de material é impossível de ser produzido nesse espaço de tempo. Alinhados ao programa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, lançado pela ONU em 2015, Sobek e o professor Klaus Fischer desenvolveram juntos o projeto de uma moradia sustentável erguida para refugiados na cidade alemã de Winnenden. Os conceitos de economia, ecologia e desenvolvimento sustentável nortearam o desenho do projeto. “Construir o futuro requer inteligência para novos conceitos. Isso inclui o uso de materiais sustentáveis, com sistemas construtivos e de fixação alinhados com princípios econômicos de produção”, explica Mario Jaksic, da área de gerenciamento de produtos do Grupo Fischer.

Leia mais

Vidro, pedra e madeira se mesclam em residência de Sidney Quintela localizada em vila litorânea próxima da Grande Lisboa, em Portugal

Vidro, pedra e madeira se mesclam em residência de Sidney Quintela localizada em vila litorânea próxima da Grande Lisboa, em Portugal

As generosas esquadrias desta residência em um condomínio fechado na Praia da Torre, em Oeiras, Portugal, simbolizam e concretizam o desejo da jovem proprietária de estabelecer uma relação de transparência com a poética paisagem do entorno. Autor do projeto, o arquiteto baiano Sidney Quintela, do SQ+ Arquitetos Associados, que há 12 anos possui uma filial de seu escritório em Lisboa, sublinha que, sobretudo em lugares próximos do mar, é cada vez maior o interesse do público português por uma arquitetura com sotaque brasileiro, que expressa mais abertura e liberdade se comparada ao jeito de viver tipicamente europeu.

Os grandes janelões só não estão presentes em uma das faces da casa, cuja volumetria se apresenta no formato de um L abraçando um deque, onde repousa uma piscina de borda infinita. Mas nem só de vidro é composta a fachada. Seus vários planos mesclam pintura comum sobre alvenaria na cor fendi, painéis formados por réguas de ipê de diferentes colorações e dois tipos de tradicionais pedras portuguesas: mármore estremoz, variedade rajada que recebeu tratamento com jatos de areia grossa para perder a padronagem e exibir a superfície inteiramente branca; e mármore ruivina preto com acabamento flameado, que garante ao material um aspecto bastante rugoso.

Leia mais