Hotel Fasano, em Angra dos Reis, tem assinatura dos escritórios Bernardes & Jacobsen e Bernardes Arquitetura

Hotel Fasano, em Angra dos Reis, tem assinatura dos escritórios Bernardes & Jacobsen e Bernardes Arquitetura

Os escritórios Bernardes & Jacobsen e Bernardes Arquitetura assinam o projeto do Hotel Fasano, que integra o Complexo FRAD.E, resort de alto padrão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. São 60 suítes que ocupam 18.052,75 m², sendo 15.040,90 m² de área coberta.

De acordo com o memorial descritivo do projeto, a arquitetura foi pensada na durabilidade dos materiais utilizados. É o caso do painel composto importado de Portugal, que foi colocado no fechamento dos quartos. Sua composição mistura partículas de madeira e cimento Portland, comprimidos e secos. Essa solução também permite o controle da iluminação nas suítes principais.

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O velho e o novo juntos: Labics requalifica espaço urbano em Roma com complexo contemporâneo de uso misto

O complexo de uso misto Cidade do Sol foi criado com o objetivo de requalificar a região em que foi erguido, no centro de Roma, na Itália. A dimensão urbana do projeto levou os arquitetos Maria Claudia Clemente e Francesco Isidori, ambos do escritório Labics, a estudar minuciosamente o entorno para projetar uma obra cuja virtude é a permeabilidade determinada pelos percursos e caminhos que cruzam o terreno triangular de 17.300 m2. Com 13.500 m2, o conjunto edificado é composto de construções de diferentes alturas e usos como biblioteca, escritório, habitação e comércio.

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Sutil jogo entre transparência e opacidade, criteriosa escolha de matérias-primas e volumetria baseada em planos bem demarcados são as apostas preponderantes de residência voltada para o mar no litoral catarinense

Sutil jogo entre transparência e opacidade, criteriosa escolha de matérias-primas e volumetria baseada em planos bem demarcados são as apostas preponderantes de residência voltada para o mar no litoral catarinense

O desejo dos clientes era que os materiais usados na construção desta casa em Itajaí, SC, se apresentassem sem disfarces: “Eles queriam que cada elemento revelasse sua aparência original, com o mínimo possível de revestimentos”, conta o arquiteto Marcos Jobim, sócio do escritório Jobim Carlevaro Arquitetos, de Florianópolis, responsável pela elaboração do projeto. A partir dessa ideia, a proposta pautou-se pela busca de beleza estrutural e pela objetividade do uso de materiais – quase nada além de concreto, vidro e madeira.

Outra solicitação foi que as principais aberturas dos quartos e da sala fossem orientadas para o oceano, a cerca de 600 metros dali. As construções do entorno barram a vista, mas não a brisa do mar, propiciando uma agradável experiência sensorial e ventilação natural. A valorização da face leste, que recebe sol pela manhã, foi a responsável pela conquista de luz e calor na medida exata do conforto.

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Edifício de quatro andares projetado pelo Arquea em lote estreito de Curitiba combina vidro, elementos vazados e térreo livre

Edifício de quatro andares projetado pelo Arquea em lote estreito de Curitiba combina vidro, elementos vazados e térreo livre

Em um lote irregular de 7,5 m de frente que afunila até chegar a 4 m, o escritório Arquea, em Curitiba, conseguiu inserir um edifício de dois pavimentos e térreo livre em um total de 370 m2 de área construída. Para fugir da pequena largura, o arquiteto Fernando Caldeira de Lacerda, do Arquea, implantou a construção junto à rua, respeitando 5 m de recuo frontal, e liberou os fundos para criação de área verde e estacionamento. O potencial construtivo do terreno somado ao seu tamanho propiciou a criação de quatro apartamentos de um dormitório, sendo dois deles voltados para a rua e dois para o jardim, divididos em blocos unidos por passarelas de circulação. A construção foi resolvida com o uso de um sistema pré-fabricado de lajes painel, mais esbeltas. Elas funcionam de modo similar ao de uma laje maciça e permitem a ausência de vigas nas bordas frontal e posterior, o que torna a fachada visualmente mais leve. A estrutura resultou em um térreo livre e contínuo: o olhar de quem passa pela rua alcança o fundo do lote, criando uma relação de continuidade entre espaço público e privado.

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Em detalhes: Leblon Offices, de Richard Meier, no Rio de Janeiro

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IMPLANTAÇÃO

A locação do empreendimento é privilegiada e de valor imobiliário elevado: é considerado o segundo metro quadrado mais caro do País, cerca de 30 mil reais/m². Está a cerca de duas quadras e meia da avenida beira-mar e, ao fundo, a encosta em alinhamento direto.

O terreno, praticamente plano e resultado de ocupações e construções que foram demolidas, está inserido em ZR-3, ou seja, área mista com vocação comercial e administrativa. O zoneamento dado pelo plano diretor da cidade apresentou restrições em área para construção, resultando em exercícios projetuais, como o atendimento à altura máxima das edificações em 25 m. Os arquitetos projetaram, ainda, um recuo frontal de 5,5 m da rua – gerando mais afastamento das faces dos escritórios em relação à via principal, o que significa mais conforto acústico, mais acesso à luz natural e amplitude no acesso à via, formando praça de acesso que se conecta a uma entrada ampla e a um lobby generoso. Esta solução se contrapôs à diretriz mais comum de ocupação desse tipo de terreno, que é a de adotar pavimentos escalonados. O resultado é que os edifícios existentes e vizinhos, de modo geral, têm maior gabarito de altura em relação ao edifício construído. Obteve-se nesta proposta sobre o terreno de 900 m² dez pavimentos com 6,5 mil m² de área locável para escritórios. Há também três subsolos para vagas de carro.

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Richard Meier no Rio de Janeiro: conheça o Leblon Offices

Richard Meier no Rio de Janeiro: conheça o Leblon Offices

No Leblon Offices, a implantação contém uma especificidade passível de ser notada ainda quando se está na avenida Bartolomeu Mitre: o recuo de sua fachada em 5,5 m tanto é resposta a uma necessidade imposta pela legislação quanto é um modo como o arquiteto sutilmente destaca seu projeto dos banais edifícios adjacentes. Recuar também é um ajuste do ângulo de visão do pedestre, afinal tal ato contém a intenção de que a frente do prédio seja melhor admirada por quem está na calçada. E não se está em frente de qualquer fachada. Reconhece-se ali a assinatura pessoal de Richard Meier.

Revemos os elementos que compõem um vocabulário pessoal do arquiteto. A fachada é regulada por uma espécie de jogo neoplasticista: tal como em Mondrian, há uma composição de linhas horizontais e verticais. A horizontalidade é marcada por fixos perfis de alumínio anodizados na cor branca (brises), por uma curta marquise entre o primeiro e segundo andares, e por passarelas técnicas que podem passar despercebidas já que são compostas de elementos delgados. Ou seja, as linhas horizontais são eminentemente os elementos extrudados do plano da fachada – obviamente, eles também cumprem uma função de conforto ambiental ao protegerem os espaços internos dos raios solares das tardes cariocas. Por sua vez, a verticalidade é determinada, principalmente, pela caixilharia que estrutura o vidro do plano frontal – um ritmo variável de acordo com o distanciamento entre os perfis verticais brancos.

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