Material escolar: escadas como função e escultórico

Material escolar: escadas como função e escultórico

A escada é um elemento construtivo com papel importante na arquitetura, tornando toda a sua história de evolução funcional e decorativa um dos grandes incentivos na criação de projetos arquitetônicos. Ainda na Antiguidade, sua função era de deslocamento vertical, construída com materiais que limitavam sua construção, como pedra e madeira. Ao longo dos anos, juntamente com a evolução de técnicas e com o avanço das tecnologias da construção, as escadas passaram a integrar-se como elemento de grande valorização no interior e no exterior das edificações.

Com base em uma revisão bibliográfica de estudo aprofundada e em levantamento de informações, o artigo visa relacionar as vantagens de aproveitamento espacial das escadas e sua adversidade multifuncional.

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Artigo: cuidado com o projeto e a instalação de anteparos assegura a integridade física de usuários em lajes e sacadas

Artigo: cuidado com o projeto e a instalação de anteparos assegura a integridade física de usuários em lajes e sacadas

Este estudo tem o objetivo de alertar as autoridades competentes no sentido de se estabelecer condições seguras na construção de anteparos, em geral, em moradias de comunidades carentes distribuídas pelo Brasil afora. A inexistência desses anteparos causa uma morte a cada três dias por queda de pessoas de lajes. Busca-se apresentar uma altura segura para esses elementos em edificações tipo multifamiliares verticais em qualquer tipo de laje de cobertura, considerado áreas não habitáveis, que oferecem riscos iminentes de acidentes, envolvendo quedas de operários quando em serviços de manutenção, visitas de zeladores ou síndicos ou mesmo de engenheiros ou arquitetos que atuam na área de perícias, altura de guardas em escadas internas e externas, peitoris de vãos e guarda-corpo.

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
Atualmente há no Brasil 5.570 municípios – o Ministério das Cidades divulgou que até 2014 foram conveniados somente 979 contratos relacionados à Lei 11.888/2008, de Assistência Técnica em Habitações Sociais. Porém, 78% desses contratos foram cancelados antes mesmo de haver o primeiro repasse de verbas, incluindo entre os motivos problemas na apresentação dos projetos, além de muitas dessas prefeituras não terem demonstrado interesse, um dos fatores que levam à falta de assistência técnica nas comunidades carentes e que geram condições inseguras pela falta de um anteparo nas lajes de cobertura das moradias.

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Arquitetura de Frank Lloyd Wright no sul do Chile

Arquitetura de Frank Lloyd Wright no sul do Chile

A entrada acanhada da construção encravada na encosta esconde o verdadeiro tesouro do Hotel Antumalal: a vista panorâmica para o Lago Villarica. De cara, as referências à arquitetura moderna de Frank Lloyd Wright se mostram evidentes, com as cores primárias pronunciadas, caixilharia generosa e mobiliário moderno 100% em harmonia com as linhas paralelas do edifício. Com capacidade de receber até 50 hóspedes, vanguardista no conceito de hotel boutique, Antumalal significa, em mapudungun (idioma da população local, os mapuches), “onde se aconchega o sol”.

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Habitação social na área central da cidade de São Paulo

Habitação social na área central da cidade de São Paulo

Desde o fim dos anos 1980, o poder público, a sociedade civil e os movimentos de moradia têm se dedicado a estudar e propor novas ideias para as áreas centrais da cidade, na tentativa de reverter o processo de deterioração de um patrimônio construído através de décadas e até de séculos da construção do território urbano.

No Brasil, a adoção do modelo modernista de produzir cidades resultou na implantação de moradias localizadas em bairros distantes da área central e da oferta de empregos. No dia a dia da cidade, o fluxo casa/trabalho/casa obrigou à construção de avenidas expressas, viadutos, passagens em nível, ou seja, toda uma infraestrutura que facilitasse o transporte dos trabalhadores com a rapidez demandada pelas tarefas diárias.

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Design do móvel popular: metodologia do projeto do mobiliário para a Nova Classe Média

Design do móvel popular: metodologia do projeto do mobiliário para a Nova Classe Média

Muito se discute sobre a casa popular na academia voltada ao estudo de design e arquitetura. Mas o que define uma casa como tal? Quais são as razões ou características que fazem de uma habitação uma casa popular? A definição mais comum transcende o significado básico encontrado nos dicionários para o termo popular: “Relativo ou pertencente ao povo. Que é usado ou comum entre o povo. Que é do agrado do povo”. (Aurélio, 2014) Mas o próprio dicionário traz como definição para o adjetivo o significado atrelado ao termo popular quando usado junto da casa: “Vulgar”. No Brasil, entende-se por casa popular a moradia de baixa renda. “Muitos são os nomes usados para designar essa forma de construção: casas domingueiras, casas de periferia, casas próprias autoconstruídas, casas de mutirão.” (Bonduki, 1998) Se popular é então, na essência, o relativo ao povo, tem-se, portanto, a casa da maioria, da maior faixa de renda brasileira, como objeto de análise. No contexto da década de 2000, com ênfase na política habitacional incentivada pelos governos Lula e Dilma, maioria significa Nova Classe Média (que será definida a seguir). Habitação popular é “a moradia proletária, ocupada pelos trabalhadores urbanos”. (Folz, 2003) Leia mais

Em detalhes: projeto do Instituto Moreira Salles em São Paulo, por Andrade Morettin Arquitetos

Em detalhes: projeto do Instituto Moreira Salles em São Paulo, por Andrade Morettin Arquitetos

No segundo semestre deste ano, o IMS (Instituto Moreira Salles) trasferirá suas instalações da Praça Buenos Aires, em Higienópolis, na capital paulista, para o seu novo endereço na Avenida Paulista, quase na esquina com a Rua da Consolação, integrando com Itaú Cultural, Fundação Cásper Líbero, Fiesp, Masp e Conjunto Nacional a paisagem cultural da avenida. Objeto de um concurso fechado, realizado em dezembro de 2011, a proposta selecionada, do escritório de arquitetura Andrade Morettin, apresenta para o paulistano leigo, à primeira vista, mais uma caixa de vidro na Paulista, enquanto para os arquitetos, uma nova e importante manifestação da arquitetura contemporânea.

O edifício está posicionado ortogonalmente em relação ao terreno, respeitando os recuos mínimos laterais, com um distanciamento maior nos fundos, quando engloba a taxa de permeabilidade mínima e ocupação máxima. A orientação do edifício não deixa de ser a mesma das demais construções adjacentes – com o recuo frontal suprimido para que a altivez tradicional fosse garantida junto à Avenida Paulista -, de certo modo integrando e reforçando a inércia visual da paisagem.

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