Anfiteatro com cobertura metálica de Paul Laurendeau é ícone da revitalização de antiga área industrial em Quebec, no Canadá

Anfiteatro com cobertura metálica de Paul Laurendeau é ícone da revitalização de antiga área industrial em Quebec, no Canadá

Desde 2000, a prefeitura de Trois-Rivières, em Quebec, no Canadá, passou a investir na requalificação de uma antiga área industrial nas margens dos rios São Lourenço e São Maurício. Considerado a obra-prima do plano, o anfiteatro ao ar livre projetado pelo arquiteto Paul Laurendeau, com sua monumental cobertura vermelha lapidada como uma pirâmide invertida, faz jus ao terreno com vista privilegiada, situado na confluência dos rios e próximo da ilha St. Quentin.

Com 7.200 m2 (80 m x 90 m), a cobertura paira sobre o solo sustentada por oito colunas metálicas de 26 m de altura. Sobrepostas a uma parede de concreto, letras de madeira pintada de preto com 6 m de altura formam o nome da cidade, que pode ser avistado a distância, inclusive à noite. Quando o sol se põe, o marco arquitetônico ganha um aspecto ainda mais majestoso por meio da iluminação, que realça o vermelho vibrante da cobertura. A luz que destaca a arquitetura também é refletida pelo rio, compondo um cenário ainda mais suntuoso.

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Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

SQ+ Arquitetos Associados
O arquiteto e urbanista Sidney Quintela, natural da cidade baiana de Feira de Santana, está à frente do SQ+ Arquitetos Associados, fundado em 1999, em Salvador. Hoje, por meio da SQ+ Internacional, o escritório também está representado nos Estados Unidos, Itália, Espanha, Portugal, Suíça, Angola e Moçambique. Com atuação em todos os setores da arquitetura e urbanismo (residencial, comercial, institucional e empreendimentos imobiliários), a empresa tem mais de 50 profissionais sob a supervisão de Quintela e mais de 1.000 projetos desenvolvidos, ultrapassando a marca de 1 milhão de metros quadrados projetados, espalhados em diversos países da América, Europa e África.

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Editorial: reconhecimento e valorização

GUSTAVO CURCIO

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo das Unidades da Federação (CAU/UF) foram criados pela Lei 12.378, de 31 de dezembro de 2010. Apenas um ano depois, em 15 de dezembro de 2011, nasceu o corpo que regula o exercício de nossa profissão no país. Consolidado, o CAU/BR desempenha papel fundamental para a valorização de arquitetos e urbanistas. Dentre os pleitos junto ao Congresso Nacional está a recém-apresentada proposta de criação de lei específica para contratação de projetos e obras públicas – apresentada no dia 5 de julho em conjunto com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A ideia é tratar de forma diferenciada a compra de produtos como materiais de expediente, serviços intelectuais e serviços de arquitetura. “Estamos propondo um passo mais largo, para além da revisão da Lei de Licitações. É preciso uma lei própria para projetos”, afirmou o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, durante o I Fórum de Desenvolvimento Urbano, realizado em uma parceria do CAU/BR e da Câmara dos Deputados.

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