CAU/BR elege conselheiros estaduais e federais para o mandato de 2018-2020

CAU/BR elege conselheiros estaduais e federais para o mandato de 2018-2020

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) elegeu na última terça-feira (31) os 326 conselheiros para os CAU/UF e os 28 para o CAU/BR, sendo um para cada estado mais o Distrito Federal, além dos suplentes.

Os conselheiros possuem a função de se manter informados sobre modificações da legislação vigente, participando de reuniões Plenárias, reuniões de Comissões e reuniões de órgãos colegiados, estabelecidas em calendários definidos por cada CAU/UF. O cargo não é remunerado – o profissional recebe apenas ajuda de custo para viagens e deslocamentos.

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CAU/BR: há 143.401 arquitetos e urbanistas em exercício profissional no País

CAU/BR: há 143.401 arquitetos e urbanistas em exercício profissional no País

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) lançou no último sábado (7) o Anuário de Arquitetura e Urbanismo de 2016, pesquisa que detalha o setor no Brasil. De acordo com os dados, no ano passado havia 143.401 arquitetos e urbanistas em exercício profissional no País, um aumento de 36% na comparação com 2012, primeiro ano do levantamento, e 7% maior do que 2015.

Entre os arquitetos atuantes, 62,5% são mulheres e a predominância continua nas faixas etárias menores: até 30 anos, 73% são mulheres e 27% são homens, enquanto na faixa etária de 31 a 40 anos a cada um homem arquiteto há duas mulheres arquitetas. Os homens registram maioria apenas na faixa etária acima de 60 anos, com 64%.

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Ano de 2017 trará norma de esquadrias revisada, selo de eficiência e um novo programa setorial de qualidade para produtos de PVC

Ano de 2017 trará norma de esquadrias revisada, selo de eficiência e um novo programa setorial de qualidade para produtos de PVC

Projetada para um casal de publicitários de Campinas (SP), a Casa do Cafezal, ao lado, mostra espaços com jardins envidraçados, que envolvem ambientes sociais internos. “Nosso desejo era que fosse o mais transparente, portanto, envidraçado possível”, explica o arquiteto Fernando Forte, do escritório FGMF. A continuidade entre exterior e interiores deveria contrastar com o forro de madeira, mais escuro. Foram as esquadrias de alumínio, para portas de correr frontais, que materializaram a ideia. Primeiro, adotaram-se perfis superiores e inferiores finíssimos. As folhas de vidro fixas, laterais, se unem em quinas seladas apenas por silicone, para vedação. Já as folhas que correm foram desenvolvidas em esquadros de alumínio tratados por anodização, para a cor inox (Olga Color). Assim, jardins que começam fora da casa continuam dentro dela, gerando ilusão sobre os limites da residência – integração e amplitude, em relação ao seu entorno.

A norma de esquadrias (ABNT NBR 10.821) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) está sendo revisada. A consulta nacional foi encerrada em agosto, e o novo texto deverá ser publicado até o início de 2017. “A novidade é que ela traz as partes IV e V, antes inexistentes, que tratarão especificamente dos desempenhos acústico e térmico das esquadrias”, conta a engenheira Michele Gleice da Silva, integrante do comitê responsável na ABNT, e diretora técnica do Instituto Tecnológico da Construção Civil (Itec).

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Pedro Paulo de Melo Saraiva pelo olhar do arquiteto e colega na docência do Mackenzie Valter Caldana

Pedro Paulo de Melo Saraiva pelo olhar do arquiteto e colega na docência do Mackenzie Valter Caldana

– Parabéns Pepê, foi ótimo!
– Oi! Você estava aí? Que bom, não o tinha visto. Obrigado
– Estava no cantinho. Não poderia perder. Vou fazer uma pergunta que acabei não fazendo durante a sua fala. Como é projetar para uma elite burra?
– Ah… Você leu a entrevista… Eu falei “ignorante”, e não “burra”! (sorrindo maroto)
– É verdade, é verdade. E como é?
– Difícil, difícil… (com ar de quem vê um filme passando em sua frente).
Retornando ao mundo real, sorri novamente e determina:
– Mas projetar sempre vale a pena!

Esta foi a última conversa que tive com Pedro Paulo de Melo Saraiva, nosso grande mestre, arquiteto de alto nível internacional que nos deixou no último dia 16 de agosto, terça-feira.

Nascido em 1933 em Florianópolis, Santa Catarina, tivemos nossa última conversa uma semana antes de ele partir. Foi no encerramento de uma conferência que acabara de proferir no saguão da Faculdade de Arquitetura Mackenzie, a escola onde se formou e onde foi professor nas últimas décadas. Na ocasião, estava sendo lançado o livro Pedro Paulo de Melo Saraiva – Arquiteto, de Luís Espallargas Gimenez, publicado pela editora Romano Guerra.

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Direito de ir e vir: acessibilidade na arquitetura brasileira

Direito de ir e vir: acessibilidade na arquitetura brasileira

São Paulo foi a pioneira no assunto. Mais de 20 anos se passaram desde que a cidade regulamentou a adequação das edificações à acessibilidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida (lei no 11.345/1993). Na esfera federal, o decreto no 5.296/2004 dá diretrizes para a questão em todo o País. As normas técnicas também estão atualizadas, e a nova Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (lei no 13.146/2015) assegura, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais para a pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. Contudo, apesar de todo o amparo legal, o que se percebe é o despreparo da sociedade para incorporar mudanças relativas ao tema. Sendo assim, onde reside o problema?

“Muita coisa evoluiu. A legislação existe, mas por outro lado há pouca divulgação e, principalmente, fiscalização”, opina Silvana Cambiaghi, arquiteta do grupo de trabalho em acessibilidade do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) e representante da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) na Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura de São Paulo. Para ela, o cerne da questão vai além da consciência da necessidade de espaços acessíveis, públicos ou privados. “É mais básico do que isso: as pessoas desconhecem a obrigatoriedade legal.”

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