Artigo: cuidado com o projeto e a instalação de anteparos assegura a integridade física de usuários em lajes e sacadas

Artigo: cuidado com o projeto e a instalação de anteparos assegura a integridade física de usuários em lajes e sacadas

Este estudo tem o objetivo de alertar as autoridades competentes no sentido de se estabelecer condições seguras na construção de anteparos, em geral, em moradias de comunidades carentes distribuídas pelo Brasil afora. A inexistência desses anteparos causa uma morte a cada três dias por queda de pessoas de lajes. Busca-se apresentar uma altura segura para esses elementos em edificações tipo multifamiliares verticais em qualquer tipo de laje de cobertura, considerado áreas não habitáveis, que oferecem riscos iminentes de acidentes, envolvendo quedas de operários quando em serviços de manutenção, visitas de zeladores ou síndicos ou mesmo de engenheiros ou arquitetos que atuam na área de perícias, altura de guardas em escadas internas e externas, peitoris de vãos e guarda-corpo.

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
Atualmente há no Brasil 5.570 municípios – o Ministério das Cidades divulgou que até 2014 foram conveniados somente 979 contratos relacionados à Lei 11.888/2008, de Assistência Técnica em Habitações Sociais. Porém, 78% desses contratos foram cancelados antes mesmo de haver o primeiro repasse de verbas, incluindo entre os motivos problemas na apresentação dos projetos, além de muitas dessas prefeituras não terem demonstrado interesse, um dos fatores que levam à falta de assistência técnica nas comunidades carentes e que geram condições inseguras pela falta de um anteparo nas lajes de cobertura das moradias.

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Codhab-DF divulga os vencedores do Concurso Nacional de Habitação de Interesse Social

Codhab-DF divulga os vencedores do Concurso Nacional de Habitação de Interesse Social

A Companhia de Desenvolvimento Habitação do Distrito Federal (Codhab-DF) anunciou na última quinta-feira (17) os vencedores do Concurso Nacional de Projeto de Arquitetura para Habitação de Interesse Social, que procurou reconhecer os melhores projetos de habitação unifamiliar econômica e casa sobreposta com um, dois e três dormitórios para execução no Distrito Federal.

A premiação selecionou três ganhadores por categoria, entre 88 projetos inscritos. As propostas dos escritórios L-adu | Laboratório de Arquitetura e Desenho Urbano, do Rio de Janeiro, Escritório Venturo + Line Studios + Zacon, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e Térreo Arquitetos, de Itapema, em Santa Catarina, ficaram com os primeiros lugares dos grupos 1, 2 e 3, respectivamente.

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Projeto Moradas Infantis, no Tocantins, vence 4º Prêmio Tomie Ohtake AkzoNobel de Arquitetura

Projeto Moradas Infantis, no Tocantins, vence 4º Prêmio Tomie Ohtake AkzoNobel de Arquitetura

O Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel anunciaram na última quinta-feira (10) os vencedores do 4º Prêmio Tomie Ohtake AkzoNobel de Arquitetura. A solenidade ocorreu durante a abertura da exposição dos 10 finalistas da premiação, que segue em cartaz na sede do instituto em São Paulo até 17 de setembro.

Os escritórios Rosenbaum e Aleph Zero, representados pela arquiteta Adriana Benguela, foram os grandes vencedores com o projeto Moradas Infantis, em Formoso do Araguaia, no Tocantins. O trabalho foi desenvolvido em 2015 com o objetivo de criar habitação para crianças de 13 a 18 anos, adequando a arquitetura à cultura local indígena. Os arquitetos mantiveram a separação original de duas vilas, uma feminina e outra masculina, com 45 unidades com seis pessoas cada, preservando a qualidade de vida. O projeto desenvolvido na área de 23.344,17 m² conta com sala de TV, espaço para leitura, varandas, pátios e redários, entre outros equipamentos.

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Vidro, pedra e madeira se mesclam em residência de Sidney Quintela localizada em vila litorânea próxima da Grande Lisboa, em Portugal

Vidro, pedra e madeira se mesclam em residência de Sidney Quintela localizada em vila litorânea próxima da Grande Lisboa, em Portugal

As generosas esquadrias desta residência em um condomínio fechado na Praia da Torre, em Oeiras, Portugal, simbolizam e concretizam o desejo da jovem proprietária de estabelecer uma relação de transparência com a poética paisagem do entorno. Autor do projeto, o arquiteto baiano Sidney Quintela, do SQ+ Arquitetos Associados, que há 12 anos possui uma filial de seu escritório em Lisboa, sublinha que, sobretudo em lugares próximos do mar, é cada vez maior o interesse do público português por uma arquitetura com sotaque brasileiro, que expressa mais abertura e liberdade se comparada ao jeito de viver tipicamente europeu.

Os grandes janelões só não estão presentes em uma das faces da casa, cuja volumetria se apresenta no formato de um L abraçando um deque, onde repousa uma piscina de borda infinita. Mas nem só de vidro é composta a fachada. Seus vários planos mesclam pintura comum sobre alvenaria na cor fendi, painéis formados por réguas de ipê de diferentes colorações e dois tipos de tradicionais pedras portuguesas: mármore estremoz, variedade rajada que recebeu tratamento com jatos de areia grossa para perder a padronagem e exibir a superfície inteiramente branca; e mármore ruivina preto com acabamento flameado, que garante ao material um aspecto bastante rugoso.

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Shigeru Ban faz parceria com a ONU e vai projetar moradias para 20 mil refugiados no Quênia

Shigeru Ban faz parceria com a ONU e vai projetar moradias para 20 mil refugiados no Quênia

O arquiteto japonês Shigeru Ban firmou uma parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) para projetar um modelo de moradia e atender cerca de 20 mil refugiados que vivem atualmente no campo de Kalobeyei, no Quênia. De imediato, o projeto será testado em 20 abrigos para avaliar sua viabilidade. Caso se consiga o êxito, as estruturas atuais serão substituídas pelo modelo do arquiteto.

Com grande parte dos refugiados originados da Somália e do Sudão do Sul, o campo de Kalobeyei foi desenvolvido em 2015 devido ao trabalho conjunto do governo do condado de Turkana e da Agência da ONU para Refugiados. O local que abriga cerca de 37 mil pessoas, tem capacidade para receber até 45 mil indivíduos, porém o fluxo de refugiados tende a ultrapassar este número.

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Despretensiosa na linguagem arquitetônica e construída com materiais baratos e simples, casa projetada para ambulante mobiliza comunidade paraguaia para ser erguida

Despretensiosa na linguagem arquitetônica e construída com materiais baratos e simples, casa projetada para ambulante mobiliza comunidade paraguaia para ser erguida

Luis Villasanti, conhecido como Lui, vende chicletes há 45 anos na saída dos colégios de Mariano Roque Alonso, no Paraguai. Falante, alegre e brincalhão, sempre com uma anedota para contar, é querido por toda a comunidade. Tão querido que, quando falou a um amigo que precisava de uma casa própria, cerca de 1.500 pessoas da cidade se mobilizaram para ajudá-lo a erguer sua residência. Projetada pelo escritório Oficina Comunitaria de Arquitectura (OCA), a Vivienda Lui, como foi apelidada a sua casa, de linguagem arquitetônica despretensiosa, foi erguida com a menor quantidade de elementos arquitetônicos e construtivos possível.

“Os materiais são simples e facilmente encontrados no mercado: piso cerâmico e de cimento, tijolos cerâmicos, telhado de zinco e estrutura metálica”, afirma o arquiteto Luis Godoy, diretor do escritório OCA. Ele conta que a busca do essencial acabou se refletindo na casa, materializada pela arquitetura singela. “É uma linguagem que determina uma riqueza no simples, no humano, no local e no necessário”, conta o arquiteto. Leia mais