As cicatrizes das fôrmas das paredes de concreto são o pano de fundo para o equilíbrio impecável da Casa DR, de Marcos Bertoldi, em Itajaí (SC)

As cicatrizes das fôrmas das paredes de concreto são o pano de fundo para o equilíbrio impecável da Casa DR, de Marcos Bertoldi, em Itajaí (SC)

“Uma caixa de sensações e experiências.” É assim que o arquiteto define o projeto que tem a leveza e a transparência de planos equilibrados e a força do concreto como elementos predominantes. “Interiores em proporções variadas são acessados por percursos verticais e horizontais, onde, a cada momento, a geografia interna dos espaços se revela”, descreve Bertoldi. O deslocamento pela atmosfera criada conduz o olhar através de perspectivas e pontos focais. Percepções conectadas à paisagem externa, natural e construída e moduladas pela luz e pela atmosfera, são percebidas por meio do vazio central proposto e pelas grandes esquadrias presentes nas faces menores do prisma concebido.

O PROJETO
A atmosfera se desenvolve, nos seus espaços principais, em torno de um vazio central que intersecciona os três pavimentos. No andar inferior, este vazio dá lugar a um pátio ajardinado com uma forração de maranta-barriga-de-sapo e uma árvore, e conduz a luz e a ventilação naturais para a garagem, acesso diário dos moradores. Esse vazio possibilita a fluidez da circulação pela casa e permite o acesso visual aos outros ambientes da casa. Há ainda outros dois níveis de ajardinamento, (floreira e pátio).

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Base monocromática valoriza o verde do panorama externo em projeto da Pimont Arquitetura para sede catarinense de empresa de tecnologia

Base monocromática valoriza o verde do panorama externo em projeto da Pimont Arquitetura para sede catarinense de empresa de tecnologia

Duas fachadas opostas envidraçadas, uma delas voltada para uma área de preservação e orientada para o sul são o ponto focal da proposta da Pimont para a sede da empresa de tecnologia Aurum, em Santa Mônica, Santa Catarina. Protegida da insolação pela orientação, a caixilharia emoldura o verde da paisagem e é, ao lado da parede de tijolos de barro, o principal ponto cromático da composição.

“Neste projeto, mais do que nunca a paisagem foi valorizada. A escolha do espaço, com uma das fachadas especialmente voltada para uma área de preservação e orientada para o sul, protegida da insolação, conferiu ao projeto características muito especiais”, explica Henrique Pimont, que ao lado de Mirela Moser concebeu o novo arranjo.

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Projeto de Flavia Cancian para a Layer2 propõe living office que congrega funcionalidade, colaboração e convivência

Projeto de Flavia Cancian para a Layer2 propõe living office que congrega funcionalidade, colaboração e convivência

Assim que a porta do elevador se abre, os olhos se enchem com a luz que vem das imensas janelas de vidro debruçadas sobre as copas das árvores da venida 9 de Julho, importante eixo de ligação da capital paulista. No caminho até elas, um escritório contemporâneo, com espaços generosos, mobiliário fino e a modernidade de uma empresa de engenharia de software dos novos tempos: descentralizada, colorida e que valoriza os momentos de convivência da equipe.

A solução de arquitetura e interiores foi dada por Flavia Cancian. Os volumes, característica marcante da arquiteta Flavia, desta vez colocados no teto e na orientação lógica do espaço, conduzem o percurso pelo corredor central e levam até o lounge que funciona como ponto de convergência de todo o escritório. “O conceito de Living Office orientado as pessoas foi desenvolvido desde o primórdio, iniciando entre arquitetura e o CEO da empresa. Nosso escritório trabalhou muito ativamente em proximidade de quem comanda a empresa, das necessidades primordiais até as mais básicas e depois com a execução,de forma que o resultado final fosse conceitualmente bem atingido e bem realizado”, explica Flavia.

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Agenda: eventos, concursos e exposições no Brasil e no exterior

Até
7/11

Concurso Nacional de Ideias para o Parque do Cocó em Fortaleza (prazo prorrogado)
O Concurso Público Nacional de Ideias de Urbanismo, Paisagismo e Arquitetura para o Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza, no Ceará, recebe propostas que visam contribuir para a promoção da mobilidade urbana e para a democratização do espaço público e oferecer espaços de circulação, lazer e práticas esportivas. O concurso é organizado pelo governo do estado do Ceará, por intermédio da Secretaria do Meio Ambiente, com consultoria técnica do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-CE).
W concursoparquedococo.com.br

22/11 a 23/11

What Design Can Do São Paulo
Neste ano, um dos destaques da conferência é o impacto social do design. Com palestrantes do Brasil e de outros países, o evento vai trazer o designer de comunicação Naresh Ramchandani (do estúdio Pentagram, no Reino Unido), o arquiteto brasileiro Guto Requena e o mexicano Marcelo Ebrard, eleito o melhor prefeito do mundo em 2010. Durante o evento também vai ocorrer a final do WDCD Climate Action Challenge, concurso sobre propostas para lidar com os impactos das mudanças climáticas.
W whatdesigncando.com.br

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Os profissionais que assinaram os projetos publicados na edição

OFICINA CONCEITO DE ARQUITETURA (OCA)
Escritório de arquitetura sediado em Porto Alegre (RS), o Oficina Conceito Arquitetura (OCA) conta com uma equipe de quatro arquitetos, todos formados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): Daniel Dagort Billig, Guilherme Ferreira Nogueira, Maurício Ambrosi Rissinger e Tiago Scherer Fritzen. O quarteto atua na área de elaboração de projetos residenciais, comerciais e institucionais, tanto no campo da arquitetura civil quanto no da arquitetura de interiores. O nome escolhido resume a filosofia da equipe: enquanto a palavra “oficina” remete ao lado mais objetivo e concreto da arquitetura, o termo “conceito” ressalta a importância da dimensão subjetiva, responsável pela criatividade e inovação.

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Siegbert Zanettini, pioneiro na aplicação do aço, fala sobre atividade acadêmica e sua produção como projetista

Siegbert Zanettini, pioneiro na aplicação do aço, fala sobre atividade acadêmica e sua produção como projetista

O sorriso e a simpatia são os mesmos da época em que ele deixou a FAU-USP, após longa e profícua carreira acadêmica, em 2004. Treze anos depois, Siegbert Zanettini continua a todo vapor em seu escritório, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. Para a comunidade do setor, ele é o projetista da reconhecida Escola Panamericana de Artes, na Avenida Angélica, também na capital paulista. Egresso da mesma instituição onde lecionou durante décadas, Zanettini é filho da escola modernista que consagrou a FAU-USP, mas nunca deixou de criticar o movimento que o formou. Ele quebrou paradigmas e foi pioneiro e inovador ao trabalhar a tecnologia da construção metálica no Brasil.

“Arquitetos não trabalham sozinhos. Se não sabe, pergunte. Se não conhece, busque quem conhece.” Defensor do conhecimento interdisciplinar entre arquitetura e engenharia civil, Zanettini propõe o resgate da formação híbrida e foi ferrenho defensor do curso de dupla formação, com a parceria FAU-USP e Escola Politécnica da USP, num movimento que resgata as origens do curso original. O arquiteto já construía de forma sustentável quando nem se pensava nesse conceito por aqui. Desenvolveu técnicas próprias, chamadas por ele mesmo de “corte e costura do aço”, para produzir, de maneira precursora, perfis metálicos. Hoje, com a construção metálica mais difusa pelo país, ele continua inovando, e quebra paradigmas ao erguer complexos hospitalares 100% de aço em curtíssimo espaço de tempo.

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