Edifícios

O velho e o novo juntos: Labics requalifica espaço urbano em Roma com complexo contemporâneo de uso misto

O complexo de uso misto Cidade do Sol foi criado com o objetivo de requalificar a região em que foi erguido, no centro de Roma, na Itália. A dimensão urbana do projeto levou os arquitetos Maria Claudia Clemente e Francesco Isidori, ambos do escritório Labics, a estudar minuciosamente o entorno para projetar uma obra cuja virtude é a permeabilidade determinada pelos percursos e caminhos que cruzam o terreno triangular de 17.300 m2. Com 13.500 m2, o conjunto edificado é composto de construções de diferentes alturas e usos como biblioteca, escritório, habitação e comércio.

O projeto do Labics foi o grande vencedor de um concurso promovido pela prefeitura de Roma, em 2007, para revitalizar áreas em desuso da Atac, empresa que gerencia o transporte público da capital italiana. A proposta escolhida tinha como virtude a volumetria rica e ‘porosa’, concebida de acordo com o traçado urbano do entorno, no qual se destaca o grande conjunto residencial popular ICP Tiburtino II, projetado por Giorgio Guidi e Innocenzo Sabbatini, que ocupa toda uma quadra e foi construído em 1926. Nos arredores da Cidade do Sol também estão o cemitério Campo di Verano, a Piazzale delle Province e a estação ferroviária Tiburtina.

Projetada em 1937 pelo engenheiro Mário Loreti, a construção avermelhada, na ponta do lote triangular, foi mantida pelo projeto do Labics. ‘Decidimos manter o prédio antigo e ocupá-lo com uma biblioteca pública; afinal, ele já fazia parte da identidade da vizinhança. Já o volume suspenso sobre a antiga edificação é o edifício de escritórios’, explicam os arquitetos, que projetaram para o complexo duas tipologias distintas de edificações residenciais: as Urban Villas e as Tall Houses.

Empreendimento em Fortaleza ganha prêmio de universidade nos EUA

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São duas torres interligadas por uma ponte metálica de 35 m. No vão livre abaixo, uma praça pública integrada com a paisagem da cidade. Essa é a proposta do arquiteto Daniel Arruda para o edifício BS Design Corporate Towers  1.Em construção há um ano e meio pela BSPAR Incorporações, o espaço de convívio público-privado se localiza no bairro da Aldeota, área nobre de Fortaleza (CE). O empreendimento é o primeiro a obter a certificação A+ do Nordeste, emitida pela Colliers. Em fase de construção avançada, as duas torres terão 21 pavimentos, sendo 18 lajes corporativas – com áreas que variam de 22 m² a 326 m² -, onde serão instaladas 708 salas comerciais. “Concebemos o edifício para o futuro pela enorme facilidade de atualização de seus sistemas de instalações. Tanto as áreas comuns quanto as salas privativas podem ser facilmente modificadas para atender às mudanças de novas tecnologias e dos diversos tipos de uso”, afirma Ricardo Ary, diretor de construções da BSPAR. Premiado pela Universidade de Wharton, na

Pensilvânia, como o melhor projeto de parceria universidade-empresas do Brasil – e o segundo melhor da América Latina -, o empreendimento deve ficar pronto em março de 2019. “Isso mostra que o Nordeste tem perfil de vencer desafios e ser pioneiro e arrojado”, considera Daniel Arruda.

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Projeto luminotécnico do LabLuz tem papel preponderante na sede da Diebold, em São Paulo

Projeto luminotécnico do LabLuz tem papel preponderante na sede da Diebold, em São Paulo

Apesar da recente onda de projetos de interiores corporativos voltados para a diversão e para a descontração, há empresas que continuam apostando em espaços cuja prioridade é refletir valores como produtividade e confiabilidade. É o caso da Diebold, especializada em serviços para automação bancária e comercial, que acaba de implantar sua nova sede em quatro andares de um edifício localizado no bairro da Barra Funda, em São Paulo, com lajes de 1.000 m².

Concebida pela Ufficcio Arquitetura e Engenharia, a proposta arquitetônica explorou as cores e a linguagem visual atreladas à identidade visual da empresa para demarcar os diferentes setores do escritório, que conta com recepção, salas de reunião e diretoria, bancadas de trabalho, showroom e cafés. O projeto de luminotecnia, assinado e executado pela LabLuz, oferece soluções pensadas para as necessidades específicas de cada área, além de colaborar a fim de que o ambiente corporativo, como um todo, possa ser vivenciado por funcionários e clientes como uma fonte de acolhimento e conforto – sensações muitas vezes inexistentes em instituições desta natureza.

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Reconhecimento e valorização

Sempre me pergunto se os grandes expoentes da arquitetura moderna – no Brasil e no mundo – pensaram sobre o envelhecimento dos edifícios saídos de suas pranchetas. Ao caminhar pelo célebre Salão Caramelo, área aberta do icônico edifício criado por Vilanova Artigas para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, é fácil perceber que um remendo de epóxi alemão nos 1.000 metros quadrados não pode ser feito sem deixar marcas. O mesmo vale para as imensas empenas cegas de concreto aparente, tão usadas no apogeu brutalista. As soluções de recuperação adotadas ao longo do tempo contrariam os princípios básicos da escola moderna. Basta observar as estruturas de concreto da capital Brasília cobertas de tinta branca para entender um pouco desse fenômeno.

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Conforto ambiental e espaço público são privilegiados em projeto de casa-ateliê erguida com alvenaria estrutural no interior de São Paulo

Conforto ambiental e espaço público são privilegiados em projeto de casa-ateliê erguida com alvenaria estrutural no interior de São Paulo

Erguida com alvenaria estrutural aparente, a Casa-Ateliê da Vila Charlote ocupa um terreno estreito e alongado (7 m x 21 m), em Presidente Prudente (SP). As características do lote impuseram desafios ao grupoDEArquitetura na criação do projeto, principalmente ao que se refere à organização espacial da construção de uso misto, que abriga a residência e o escritório de arquitetura da autora deste projeto.

A busca pelo conforto ambiental e a gentileza urbana proporcionada pelo recuo frontal (não obrigatório), que estimula o convívio, são outros aspectos marcantes da obra.

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Encravado no topo de um mirante entre verdes montanhas da capital mineira, complexo cervejeiro se destaca pelo traçado arquitetônico inventivo e envolvente de Gustavo Penna

Encravado no topo de um mirante entre verdes montanhas da capital mineira, complexo cervejeiro se destaca pelo traçado arquitetônico inventivo e envolvente de Gustavo Penna

No princípio, eram dois elementos primordiais: um cenário de tirar o fôlego e um briefing que apontava para a criação de um ambiente propício tanto à produção quanto ao consumo de cervejas artesanais de alta qualidade. Entrelaçar essas duas pontas e amarrá-las com o desejo de surpreender os visitantes com uma miríade de experiências sensoriais foi o trabalho empreendido pelo arquiteto Gustavo Penna (GPA&A) ao projetar o Ateliê Wäls, novo complexo da cervejaria mineira que firmou parceria com a Ambev em 2015.

O local escolhido para a implantação do espaço foi um antigo galpão fabril, acomodado no topo de um dos idílicos morros do bairro Olhos D’Água, em Belo Horizonte, razão pela qual privilegiar a paisagem foi o ponto de partida. “A cidade, vista assim do alto, mais parece um céu no chão”, pontua o arquiteto, citando a canção de Paulinho da Viola para justificar o fechamento envidraçado que envolve a construção de 1.900 m² distribuídos em três pavimentos.

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