O que algumas cidades estão fazendo para alcançar a mobilidade urbana sustentável

O que algumas cidades estão fazendo para alcançar a mobilidade urbana sustentável

MARCOS VINÍCIUS BIGOLIN
do curso de engenharia civil do Centro Universitário Univates, em Lajeado (RS)

LUÃ CARNEIRO
do curso de engenharia civil do Centro Universitário Univates, em Lajeado (RS)


INTRODUÇÃO

A implantação de medidas e procedimentos que contribuam para a sustentabilidade em áreas urbanas tem reforçado a preocupação com o desenvolvimento sustentável em diferentes setores. A mobilidade urbana sustentável tem relação com os transportes e se dá por meio de uma busca pelo melhor conceito de desenvolvimento sustentável, visando a estratégias dentro de uma visão conjunta das questões econômicas, sociais e ambientais. O presente artigo científico tem como objetivo principal fazer uma revisão sobre o tema, buscando todas as informações necessárias para que seja possível fazer uma avaliação sobre a questão da mobilidade urbana sustentável.

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Design do móvel popular: metodologia do projeto do mobiliário para a Nova Classe Média

Design do móvel popular: metodologia do projeto do mobiliário para a Nova Classe Média

Muito se discute sobre a casa popular na academia voltada ao estudo de design e arquitetura. Mas o que define uma casa como tal? Quais são as razões ou características que fazem de uma habitação uma casa popular? A definição mais comum transcende o significado básico encontrado nos dicionários para o termo popular: “Relativo ou pertencente ao povo. Que é usado ou comum entre o povo. Que é do agrado do povo”. (Aurélio, 2014) Mas o próprio dicionário traz como definição para o adjetivo o significado atrelado ao termo popular quando usado junto da casa: “Vulgar”. No Brasil, entende-se por casa popular a moradia de baixa renda. “Muitos são os nomes usados para designar essa forma de construção: casas domingueiras, casas de periferia, casas próprias autoconstruídas, casas de mutirão.” (Bonduki, 1998) Se popular é então, na essência, o relativo ao povo, tem-se, portanto, a casa da maioria, da maior faixa de renda brasileira, como objeto de análise. No contexto da década de 2000, com ênfase na política habitacional incentivada pelos governos Lula e Dilma, maioria significa Nova Classe Média (que será definida a seguir). Habitação popular é “a moradia proletária, ocupada pelos trabalhadores urbanos”. (Folz, 2003) Leia mais

Carlos Bratke, o legado em vidro e aço do arquiteto da Berrini

Carlos Bratke, o legado em vidro e aço do arquiteto da Berrini

O arquiteto e urbanista Carlos Bratke, responsável por criar os contornos futuristas e reluzentes das torres de aço e vidro da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin, em São Paulo, morreu em 9 de janeiro de 2017, após um mal súbito. Ele tinha 74 anos e vinha de uma família dedicada à arquitetura. Filho do modernista Oswaldo Bratke (1907-1997), Carlos rompeu com a tradição do concreto e seguiu um estilo completamente distinto do trabalho de seu pai.

Nascido em São Paulo, em 20 de outubro de 1942, formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, em 1967, e fez pós-graduação em Planejamento e Evolução Urbana na Universidade de São Paulo (USP). Atuou como vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) de 1988 a 1989, e como presidente da entidade entre 1992 e 1993. Também foi diretor do Museu da Casa Brasileira (MCB) entre 1992 e 1995 e presidente da Fundação Bienal de São Paulo de 1999 a 2002. Leia mais

Herdeiro artístico de Burle Marx, Haruyoshi Ono manteve a tradição de mosaicos na composição de jardins. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se os museus do Amanhã, da Imagem e do Som e de Arte Moderna, no Rio de Janeiro

Herdeiro artístico de Burle Marx, Haruyoshi Ono manteve a tradição de mosaicos na composição de jardins. Entre seus trabalhos mais recentes, destacam-se os museus do Amanhã, da Imagem e do Som e de Arte Moderna, no Rio de Janeiro

A arquiteta e doutora Klara Kaiser Mori1, professora livre-docente da FAU- SP, não esconde a emoção ao falar sobre o falecimento do arquiteto e diretor-geral do Burle Marx Escritório de Paisagismo, Haruyoshi Ono, aos 73 anos, no dia 21 de janeiro de 2017. “Ainda está difícil de acreditar, de aceitar. Além do relacionamento profissional, tínhamos uma amizade de mais de 40 anos. Ele era uma pessoa muito querida”, lamenta a arquiteta.

Recém-formados em arquitetura, Klara e o marido foram colaboradores do escritório de paisagismo de Roberto Burle Marx, no Rio de Janeiro, por cinco anos, no começo da década de 70. Na sequência, Klara foi integrante, por indicação de Marx, do conselho consultivo do Sítio Burle Marx, após sua doação ao Iphan. Nesse período, as famílias Mori e Ono estreitaram os laços de amizade e discutiam em um ambiente de liberdade e interação os rumos da arquitetura e do paisagismo no país. “Em 2016, por ideia de Haruyoshi, visitamos o maravilhoso jardim da residência Edmundo Cavanelas, em Petrópolis. Foi uma viagem inesquecível”, conta. Segundo Klara, Ono costumava promover reencontros anuais entre os remanescentes das equipes que trabalharam no escritório nos anos 1970 e 1980.

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Em detalhes: projeto do Instituto Moreira Salles em São Paulo, por Andrade Morettin Arquitetos

Em detalhes: projeto do Instituto Moreira Salles em São Paulo, por Andrade Morettin Arquitetos

No segundo semestre deste ano, o IMS (Instituto Moreira Salles) trasferirá suas instalações da Praça Buenos Aires, em Higienópolis, na capital paulista, para o seu novo endereço na Avenida Paulista, quase na esquina com a Rua da Consolação, integrando com Itaú Cultural, Fundação Cásper Líbero, Fiesp, Masp e Conjunto Nacional a paisagem cultural da avenida. Objeto de um concurso fechado, realizado em dezembro de 2011, a proposta selecionada, do escritório de arquitetura Andrade Morettin, apresenta para o paulistano leigo, à primeira vista, mais uma caixa de vidro na Paulista, enquanto para os arquitetos, uma nova e importante manifestação da arquitetura contemporânea.

O edifício está posicionado ortogonalmente em relação ao terreno, respeitando os recuos mínimos laterais, com um distanciamento maior nos fundos, quando engloba a taxa de permeabilidade mínima e ocupação máxima. A orientação do edifício não deixa de ser a mesma das demais construções adjacentes – com o recuo frontal suprimido para que a altivez tradicional fosse garantida junto à Avenida Paulista -, de certo modo integrando e reforçando a inércia visual da paisagem.

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Ceagesp: um desafio para a gestão de São Paulo

Ceagesp: um desafio para a gestão de São Paulo

Uma área com cerca de 700 mil m2 na Zona Oeste da cidade de São Paulo é ocupada pela Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), a maior central de abastecimento do país e da América Latina, por onde circulam diariamente 50 mil pessoas e de 12 mil a 15 mil veículos, a maioria caminhões. Lá, todos os dias são comercializadas 12 mil toneladas de frutas, verduras, legumes, temperos, pescados e flores, entre outras mercadorias que chegam de 1.500 cidades. Dois mil permissionários empregam cerca de 15 mil funcionários, dos quais 5 mil são carregadores que chegam a consumir 40 milhões de litros de água durante uma jornada de trabalho.

Esse “território da comida” que se formou no fim da década de 1960, quando foi proposto o deslocamento do abastecimento da cidade da região central para um local mais distante, na várzea do Rio Pinheiros, ao longo do tempo possibilitou a consolidação de redes sociais e de empregos: as favelas que circundam a Ceagesp, onde vivem aproximadamente 5 mil famílias, têm em geral, no mínimo, um vínculo empregatício com o entreposto ou vivem da sucata ali produzida, ou ainda fornecendo produtos que sustentam a produção, por exemplo, das caixas de madeira destinadas ao armazenamento.

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