ESTRUTURA RECICLADA | aU - Arquitetura e Urbanismo

Sustentabilidade

ESTRUTURA RECICLADA

 BERNHEIM VISITORS CENTER ENSINA SEUS VISITANTES A EXPLORAR A NATUREZA DE MANEIRA SUSTENTÁVEL   

Reportagem de Giovanny Gerolla
Edição 142 - Janeiro/2006
FOTOS JOHN NATION

A fusão com a natureza acontece pelo emprego de materiais pré-estudados e sustentáveis. Em meio ao verde da Floresta de Bernheim, em Clermont, Kentucky, no meio-oeste dos Estados Unidos, o Bernheim Visitors Center oferece um espaço aconchegante e saudável para o encontro de seus visitantes, informando-os sobre a natureza circundante, fazendo com que eles sejam parte dela e os preparando para explorarem a região.

Assim, o prédio é o grande professor da floresta, e teve de ser projetado como se fosse uma das árvores que ali estão. O BVC, como é conhecido, é capaz de produzir eletricidade, troca energia térmica com o ambiente por meio de sistemas geotérmicos, possui design estratégico e sustentável com estrutura de madeira reciclável, telhado verde e até irrigação por coleta reciclável de água. Com ventilação natural, o prédio "respira".

A única diferença entre o BVC e uma árvore de verdade é que o prédio não produz oxigênio. Mas os projetistas quase chegaram lá: a construção não faz fotossíntese, mas contribui para a redução de emissão do dióxido de carbono na atmosfera pelo uso do concreto do tipo HVFC (High Volume Fly Ash Concrete).

A edificação do BVC e seus visitantes se integram em meio à Floresta de Bernheim, nos Estados Unidos, tornando-se parte integrante da natureza que os envolvem. O design, que prioriza grandes janelas e vidros, anula as divisões entre o exterior e o interior do prédio, e promove o contato direto com a luz de fora e a natureza


Segundo o arquiteto norte-americano Lee Bagley, quase 8% de todo o dióxido de carbono liberado na atmosfera é produzido pela indústria cimenteira. "Para cada tonelada de cimento que produzimos, mais de uma tonelada de CO2 é lançada no ambiente", afirma. O HVFC, entretanto, é um concreto rico em cinzas (fly ash), o que permite reduzir em quase 45% a concentração de cimento na mistura e, proporcionalmente, a emissão de CO2 na atmosfera. De quebra, as cinzas utilizadas no HVFC, produzidas pela queima de carvão em usinas de energia, deixam de ser depositadas em lixões ou enterradas, destino que teriam caso não fossem empregadas no preparo do concreto.

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