Projeto brasileiro Moradas Infantis, no Tocantins, é finalista do prêmio MCHAP.emerge

O Moradas Infantis, projeto dos escritórios Rosenbaum e Aleph Zero, é o único projeto brasileiro finalista do Mies Crown Hall Americas Prize (MCHAP) Emerge, prêmio bienal ao trabalho de escritórios emergentes do continente americano. O trabalho concorre com edifícios nos Estados Unidos e no México.

O prédio, localizado em Formoso do Araguaia, no Tocantins, foi desenvolvido em 2015 com o objetivo de criar habitação para crianças de 13 a 18 anos, adequando a arquitetura à cultura local indígena. Os arquitetos mantiveram a separação original de duas vilas, uma feminina e outra masculina, com 45 unidades com seis pessoas cada, preservando a qualidade de vida. O projeto desenvolvido na área de 23.344,17 m² conta com sala de TV, espaço para leitura, varandas, pátios e redários, entre outros equipamentos.

Além do MCHAP, o Moradas Infantis ganhou o 4º Prêmio Tomie Ohtake AkzoNobel de Arquitetura em agosto de 2017 e foi um dos 17 selecionados a participar da exposição Muros de Ar do pavilhão brasileiro na 16ª Mostra Internacional de Arquitetura – Bienal de Veneza, na Itália, que começa no dia 26 de maio.

No MCHAP.emerge, o projeto brasileiro concorre com o laboratório de computação incorporada, em Streicher Bridge, Princeton, nos Estados Unidos, assinado por The Living e David Benjamin; a Escola María Montessori em Mazatlán, Sinaloa, no México, projetado pelos escritórios EPArquitectos e Estudio Macías Peredo; e a unidade comum na Cidade do México, México, de autoria do Rozana Montiel Estudio de Arquitectura e Rozana Montiel + Alin V. Wallch.

A premiação do MCHAP vai acontecer dia 12 de abril no SR Crown Hall, em Chicago, nos Estados Unidos.

Por Gabriel Gameiro