Notícias do mundo da arquitetura

Empreendimento em Fortaleza ganha prêmio de universidade nos EUA

São duas torres interligadas por uma ponte metálica de 35 m. No vão livre abaixo, uma praça pública integrada com a paisagem da cidade. Essa é a proposta do arquiteto Daniel Arruda para o edifício BS Design Corporate Towers  1.Em construção há um ano e meio pela BSPAR Incorporações, o espaço de convívio público-privado se localiza no bairro da Aldeota, área nobre de Fortaleza (CE). O empreendimento é o primeiro a obter a certificação A+ do Nordeste, emitida pela Colliers. Em fase de construção avançada, as duas torres terão 21 pavimentos, sendo 18 lajes corporativas – com áreas que variam de 22 m² a 326 m² -, onde serão instaladas 708 salas comerciais. “Concebemos o edifício para o futuro pela enorme facilidade de atualização de seus sistemas de instalações. Tanto as áreas comuns quanto as salas privativas podem ser facilmente modificadas para atender às mudanças de novas tecnologias e dos diversos tipos de uso”, afirma Ricardo Ary, diretor de construções da BSPAR. Premiado pela Universidade de Wharton, na

Pensilvânia, como o melhor projeto de parceria universidade-empresas do Brasil – e o segundo melhor da América Latina -, o empreendimento deve ficar pronto em março de 2019. “Isso mostra que o Nordeste tem perfil de vencer desafios e ser pioneiro e arrojado”, considera Daniel Arruda.

Sesc 24 de Maio ganha projeto de retrofit de Paulo Mendes da Rocha

 

No prédio atualmente ocupado pelo Sesc Belenzinho, na capital paulista, antes funcionava uma fábrica da Moinho Santista. Graças a um projeto de retrofit concluído em 2011, as instalações da estrutura se modernizaram e as atividades naquela unidade se iniciaram no mesmo ano. Agora, o Serviço Social do Comércio (Sesc) lança outro empreendimento, fruto de mais um projeto de retrofit: o Sesc 24 de Maio 2 . Com assinatura do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, em conjunto com o escritório MMBB, a unidade foi inaugurada em agosto no prédio que, durante 57 anos, abrigou a loja de departamentos Mesbla. Localizado na esquina da Rua 24 de Maio com a Dom José de Barros, na região central da cidade, o Sesc 24 de Maio possui cerca de 28 mil m². No subsolo, há um teatro, com capacidade para 216 pessoas, além de espaço para comedoria, exposições, biblioteca, área de convivência e uma clínica odontológica com 14 consultórios. No 13o andar, a cobertura do prédio abriga uma piscina ao ar livre com 625 m² e vista panorâmica para a cidade. Após uma visita para avaliar a obra, Mendes da Rocha decidiu agregar o edifício ao lado à unidade. Nele, agora funcionam os banheiros, os vestiários e o depósito da unidade.

Arthur Casas e Zanini de Zanine falam sobre experiências profissionais em São Paulo

No mês passado, o arquiteto Arthur Casas e o designer Zanini de Zanine se reuniram na Herança Cultural, em São Paulo, para debater o tema Vozes do Design e da Arquitetura. Mediado por Maria Cecília Loschiavo, professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, o evento reuniu cerca de 30 designers, arquitetos e estudantes ao tratar da importância do artesanato brasileiro. A mediadora fez questão de citar a obra de Janete Costa, reconhecida principalmente pela valorização do artesanato nordestino. Arthur Casas foi enfático ao dizer que Janete sabia detectar verdadeiros artistas e observou que atualmente o olhar de profissionais da região Sudeste ainda é um pouco bloqueado para identificar a qualidade dos objetos. “Precisamos resgatar o valor do trabalho de marcenaria também. É uma profissão linda, mas, infelizmente, não vejo jovens tão interessados em abraçar esse tipo de trabalho”, pontuou Casas. Aberta ao público presente, a conversa abordou ainda a produção dos convidados inscritos no evento, seu processo criativo e o tema sustentabilidade.

Hotel de luxo oferece clima de hospedaria em Florianópolis

No alto da Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC), uma casa à beira-mar com clima acolhedor foi projetada para ser um hotel de luxo com capacidade para oito pessoas, no máximo. Idealizado por Bianca Pereira com projeto da arquiteta Marcia Barbieri, do escritório Arte Arquitetura, o Hotel Casa Quatro Oito  3  proporciona aos hóspedes a experiência de se sentir à vontade em uma casa de família mesmo durante uma viagem. Diversas obras de arte e peças de design contemporâneos decoram o espaço, atendendo ao conceito do “novo luxo”, tendência que valoriza mais as experiências e os momentos vividos do que a posse e a ostentação. São apenas quatro suítes – todas com vista para a lagoa. Cada uma delas tem uma decoração diferente. O lobby do hotel recebeu poltronas e sofás posicionados de maneira aconchegante, para facilitar a reunião e interação entre os hóspedes. Além de bar e restaurante, o hotel, que tem projeto paisagístico de Juliana Castro, também oferece piscina aquecida, sauna, academia e jardim de inverno.

Patricia Anastassiadis assina reforma do primeiro Fairmont da América do Sul

A orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, vai receber o primeiro hotel cinco-estrelas da marca Fairmont  4  na América do Sul.

A transição do antigo Sofitel Copacabana para a bandeira canadense está prevista para ser concluída no segundo semestre de 2018, com projeto de reforma assinado pelo escritório da arquiteta Patricia Anastassiadis. O investimento da Accor Hotels é o maior de que se tem notícia até hoje: R$ 250 milhões de reais. O desafio do projeto, segundo Patricia, será aliar o estilo carioca com as soluções prediais necessárias e as características mundiais da bandeira. O novo Fairmont manterá os 400 quartos atuais, porém, totalmente renovados. Será criada uma nova área de piscina, com lounges privativos e vista para a Praia de Copacabana.

A reforma terá como uma das principais características a mistura de materiais como madeira, pedra e latão. “Além do projeto de retrofit das áreas sociais e dos quartos e suítes, também somos responsáveis pelo desenvolvimento da nova fachada do hotel”, conta Patricia.

Sergio Fahrer e Jack Fahrer lançam peças durante a Design Weekend

Durante a 6a edição da Design Weekend, os irmãos designers Sergio Fahrer e Jack Fahrer lançaram duas linhas exclusivas. A Mondrian, inspirada na obra do pintor holandês, destaca as cores primárias e os desenhos inteligentes de peças como cadeira, mesas de centro e lateral, estante  5, escrivaninhas e vasos. Já a linha Chair teve como base o desenho de uma das caravelas mais rápidas da história da humanidade, a Clipper. A cadeira Drop 6, por exemplo, exibe desenho com forte referência escandinava.

 

 

L35 projeta Jardim Pamplona Shopping, em São Paulo

O escritório L35 foi o responsável pelo projeto do Jardim Pamplona Shopping 7, o primeiro shopping dos Jardins, inaugurado em julho passado, em São Paulo. Fruto da revitalização de um antigo edifício comercial há muitos anos sem uso, o novo shopping tem acesso pela Avenida 9 de Julho e possui quatro pavimentos. Um supermercado ocupa o térreo do edifício, além de parte do primeiro piso. O segundo andar é dedicado às compras. No terceiro pavimento, os usuários encontram academia e praça de alimentação exclusiva para fastfood. Já o quarto andar é ocupado por restaurantes. O projeto foi idealizado desde o início com um conceito diferente de centro comercial. A ideia era não repetir as experiências de um shopping center convencional, mas criar um espaço mais parecido com as galerias comerciais paulistanas dos anos 1950 e 1960, porém, com estilo contemporâneo e cosmopolita.

 

Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel anuncia vencedores

Com o projeto Moradas Infantis 8, localizado em Formoso do Araguaia (TO), a arquiteta Adriana Benguela (Rosenbaum + Aleph Zero), conquistou a 1a colocação no 4o Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. O concurso é destinado a arquitetos brasileiros ou estrangeiros de até 45 anos de idade, que vivam no Brasil há pelo menos dois anos e que tenham projetos construídos durante a última década.

Marcos Paulo Caldeira, do escritório MM18, foi o 2o colocado, com o projeto do Mirante 9 de Julho (SP) 9. Já Enk te Winkel, do escritório paulistano Vão, levou o 3o lugar com o projeto Subsolanus 10, instalado na Cidade do México.

Os projetos vencedores vão ficar em exposição no Instituto Tomie Ohtake até 17 de setembro, em São Paulo.

Largo do Arouche ganha projeto de revitalização do Triptyque Arquitetura

Responsável pelo projeto de revitalização do Largo do Arouche 11, na região central de São Paulo, o escritório franco-brasileiro Triptyque Arquitetura pretende manter a identidade social da praça com ares parisienses, reconhecida como um dos points LGBT da cidade. Em fase de captação de recursos junto às empresas interessadas, a remodelação propõe a instalação de revestimento permeável nas calçadas e marquises sobre as bancas de flores, sistema para captação e reaproveitamento de água da chuva e implantação de painéis solares para gerar energia elétrica. O escritório atua em parceria com o Estúdio Módulo, que cuidará especialmente do mobiliário urbano: bancos, bicicletários e outros equipamentos. No projeto, serão acrescentados ainda postes com iluminação de LED e um playground contemporâneo reversível: de dia, abrigará crianças e, à noite, servirá como área de eventos. O projeto do Triptyque também contemplará o lazer de quem tem animais, já que a proposta do escritório é integrar sustentabilidade em todos os sentidos: ecológica, energética e social.

Escritório espanhol é escolhido para moldar futuro de cidade na Flórida

Apresentada pelo escritório Ecosistema Urbano, baseado em Madri, a proposta Open Shore 12 venceu a competição internacional Shore to Core, encomendada pela cidade de West Palm Beach (Flórida), organizada pelo Instituto Van Alen. O objetivo do projeto era proporcionar o acesso a uma nova paisagem urbana, melhorando a conexão da cidade com a lagoa e suas possibilidades de lazer. Em seu trabalho, a equipe do escritório espanhol levou em consideração as necessidades de jovens e idosos, criando assim um impacto urbano positivo e um ambiente mais saudável para moradores e visitantes de West Palm Beach.

 

Transparência substitui muro de concreto da raia olímpica da USP

O muro de concreto construído há mais de 20 anos para separar a raia olímpica da Universidade de São Paulo (USP) da Marginal Pinheiros, em São Paulo, será substituído por uma película de vidro 13. Isso significa que a raia olímpica – que tem 2.250 m de comprimento; 110 m de largura; e de 3 m a 5 m de profundidade – poderá ser vista por quem trafega diariamente pela região. O projeto de revitalização da área é assinado pelo escritório de arquitetura e design Jóia Bergamo e a conclusão da obra está prevista para daqui a quatro meses, com entrega planejada para o dia do aniversário da cidade: 25 de janeiro de 2018. O projeto já apresentado utiliza placas de vidro temperado, que vão acompanhar toda a extensão da raia. O novo painel terá base de concreto de 1 m de altura e uma parede transparente de mais 3,1 m. Na estrutura, vão ser usadas barras de alumínio anodizado e a iluminação será será feita de LED.

O centenário da FAU-Mackenzie visto por egressos consagrados

Em 1917, ano da Revolução Russa e da primeira greve geral no Brasil, iniciada por mulheres da indústria têxtil paulistana, nascia no bairro da Consolação, em São Paulo, o Curso de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Vinculado até 1947 à Escola de Engenharia do então Mackenzie College, o curso da FAU-Mackenzie, a primeira faculdade de arquitetura do estado de São Paulo – e uma das primeiras do país -, formou um grande número de arquitetos de destaque no cenário nacional e internacional. Entre os alunos mais prestigiados está Paulo Mendes da Rocha  14  , formado em 1954.

Outro nome de destaque, o arquiteto Roberto Loeb  15  , do escritório LoebCapote, formou-se na instituição em 1965. E, logo no primeiro ano do curso, ele conseguiu um estágio para trabalhar com Rino Levi, representante da escola paulista da arquitetura moderna. Loeb acredita que a FAU-Mackenzie favorece a integração do estudante com a rotina urbana. “Ela fica na região central, permitindo acesso ao centro de São Paulo, aos vários prédios e às manifestações culturais, e isso enriquece o aluno de arquitetura”, considera Loeb.

Formado em 1985, o arquiteto e professor da casa Mario Biselli  16  , que hoje comanda o escritório Biselli Katchborian em parceria com Artur Katchborian, recorda que até hoje a escola mantém uma tradição sólida. “A FAU-Mackenzie formou arquitetos muito ativos no desenho das cidades, principalmente em São Paulo”, afirma. Biselli fala sem hesitar que seus mestres durante a graduação foram Carlos Bratke, Decio Tozzi, Joaquim Barretto e Tito Lívio Frascino, entre outros.

Recentemente, a arquiteta Tais Cristina da Silva  17  , outra egressa da FAU-Mackenzie (ela se formou em 2004), teve uma grata surpresa: seu projeto para o concurso da nova sede do CAU/BR e do IAB/DF foi escolhido em 1o lugar. Fundadora do escritório São Paulo Arquitetos em parceria com Paulo Roberto Barbosa, Tais recorda que o período da faculdade foi altamente produtivo. “Tive contato com professores atuantes no mercado de trabalho e pensantes da arquitetura”, conta a arquiteta.

Desde a criação do curso, a grade vem sendo pensada com foco na formação de projetistas de todas as escalas. A partir dos anos 1990, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie voltou-se mais para a questão das cidades, devido ao processo de urbanização iniciado um pouco antes, na década de 1980. A diretora da FAU-Mackenzie, Angélica Alvim, observa que a vocação do jovem arquiteto urbanista formado pela escola é saber atuar de forma coletiva e individual nas várias dimensões, seja de projeto de edifícios, seja de projetos ligados às questões urbanísticas, sem ignorar as questões de mobilidade e do meio ambiente. “A graduação é um passo. O jovem arquiteto deve seguir se especializando. A educação contínua é fundamental para contribuir para a formação e o aprimoramento da técnica”, enfatiza Angélica.