Campus do Instituto Berggruen é o novo projeto de Herzog & de Meuron nos Estados Unidos

O escritório suíço Herzog & de Meuron divulgou no dia 23 de agosto o seu novo projeto nos Estados Unidos. Trata-se do novo campus do Instituto Berggruen, que será executado próximo ao Parque Estadual Topanga Canyon, ao leste das montanhas de Santa Mônica, em Los Angeles.

O edifício será instalado em uma área de 182 hectares, que será 90% mantida. O objetivo foi criar um local de baixa densidade com espaços de reunião e estudo, residências para os estudantes e jardins por todo o parque, respeitando a paisagem ao seu entorno, preservando o cume existente e usando a Serpentine Road para acesso à Avenida Sepulveda e a entrada principal do instituto.

O prédio central de pesquisa será construído na beira da montanha com formato retangular e estrutura de concreto. A edificação contará com duas cúpulas onde serão abrigados um teatro para palestras com 250 lugares e um reservatório de água.

Já a residência estudantil estará ao norte e terá quase oito mil m², abrigando 15 unidades ao longo do passeio largo. As unidades terão espaço ao ar livre e jardins vivos, tudo projetado como extensão das áreas interiores. Por fim, o último edifício de 26 mil m² será o responsável por abrigar a biblioteca, sala de conferências, instalações para refeições e restauração, além das áreas residenciais e da residência do presidente.

“A missão do instituto é desenvolver e encorajar novas ideias para um mundo em mudança e propor soluções práticas que possam transformar a sociedade e a humanidade para melhor. Ao construir nosso campus aqui na costa do Pacífico, esperamos avançar a posição de Los Angeles como um centro mundial de ideias, ligando o Oriente ao Ocidente. Ao encomendar este projeto visionário da Herzog & de Meuron, demonstramos nossa intenção de contribuir de forma importante para a arquitetura de Los Angeles e do mundo”, disse Nicolas Berggruen, fundador da entidade.

Por conta da grande preocupação do instituto com o impacto ambiental do projeto, o prédio conta com ventilação cruzada e massa térmica, diminuindo a necessidade de sistemas mecânicos. As áreas públicas abertas, as copas de árvores de sombra e o pavimento permeável do estacionamento possui um sistema de gerenciamento de água para irrigação da paisagem e dos jardins. Outro destaque é para o sistema de iluminação de baixa energia, as estações de carregamento de veículos elétricos e as fontes de energia renováveis que visam a redução do impacto ambiental do Instituto também.

Com o objetivo de minimizar o risco de incêndios florestais, será implantado um plano de modificação de combustível estabelecerá zonas de tampão em torno dos edifícios, especificando qual tipo de vegetação deverá ser utilizado e a necessidade de irrigação, bem como a remoção de pincel, materiais vegetais mortos e espécies de plantas não nativas. Um heliporto será incluído também para uso dos bombeiros, caso necessário.

“O atual cume estéril onde o campus será localizado é transformado em um oásis autossustentável por meio de um sistema de água dentro do campus do Instituto com base na colheita, coleta, limpeza e reutilização. Esse impacto transformador e imediato é também o que o Instituto e seus companheiros visam alcançar através do seu trabalho na preocupação mais urgente de hoje: o desequilíbrio econômico, político e ecológico em nossas sociedades entre escassez e abundância “, comentou Jacques Herzog, líder do escritório Herzog & de Meuron.

Por Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb