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11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo abre espaço para realizar projetos de transformação urbana na cidade

Distanciando-se da forma tradicional de fazer bienais no Brasil, a 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo 1 propõe ações diversas no espaço e no tempo: não há datas fixas, nem se resume a uma exposição. A ideia dos organizadores é que as ações comecem no segundo semestre de 2016 e se estendam por 2017. São seminários, estúdios abertos, chamamentos públicos, concursos de arquitetura, oficinas, palestras, projeções, publicações, intervenções diretas no espaço – sempre gerando conteúdos capazes de deixar um legado para uma transformação efetiva na cidade. Tal produção converge para uma exposição, encarada como um momento final desta trajetória, ainda em 2017. “Queremos que a Bienal seja uma plataforma para produzir conhecimento”, diz José Armênio Brito, presidente do IAB-SP e diretor geral da Bienal.

Intitulada Em projeto, esta Bienal abre caminhos sobre as possíveis formas de fazer cidade e deve enfocar na realização e nas ferramentas disponíveis que inovam para concretizar ideias, incluindo a construção de políticas públicas, legislação, participação cidadã, manuais, formas alternativas de financiamento, ações experimentais. “Também queremos que os processos do urbanismo se tornem legíveis para um grupo maior, para amplificar a discussão sobre uma cultura urbana ligada às possibilidades de ação e para qualificar o território”, explica Marcos L. Rosa, diretor de conteúdo.

Esta edição da Bienal tem sido formulada desde o fim de 2015, com a abertura do observatório e do estúdio no IAB-SP, que funciona como a base operacional do evento. A ideia dos organizadores é concretizar a bienal como uma plataforma contínua de trabalho no intervalo de dois anos.

Uma realização do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Bienal conta com um núcleo de produção de conteúdo/estruturador com direção geral de José Armênio Brito Cruz, direção de conteúdo de Marcos L. Rosa, coordenação de estúdio de Catherine Othondo, assistência de direção geral por André Goldman e assistência de direção de conteúdo por Bruna Montuori.

Paulo Mendes da Rocha recebe o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza 2016

A Bienal de Arquitetura de Veneza anunciou no dia 5 de maio que o arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, 87, foi o vencedor do Leão de Ouro pelo conjunto da sua obra. A decisão foi feita pelo Conselho Administrativo da Bienal, presidido por Paolo Baratta, e sob a recomendação do curador de sua 15ª edição, Alejandro Aravena.

Entre os projetos mais conhecidos do vencedor do Prêmio Pritzker de 2006 estão a reforma da Pinacoteca do Estado de São Paulo, o ginásio do Clube Atlético Paulistano e obras de restauro do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Divulgação: Saboia + RuizDivulgação: Saboia + RuizDivulgação: Saboia + RuizSaboia + Ruiz Arquitetos vence dois concursos da Codhab- DF: unidade de saúde e centro de ensino

O escritório paranaense Saboia + Ruiz Arquitetos ficou em primeiro lugar nos concursos públicos organizados pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF): um para a concepção do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 2 e outro para a Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 do Residencial Parque do Riacho, em Riacho Fundo II.

O projeto vencedor do CEF organiza o espaço da escola em dois níveis: o térreo, direcionado ao acesso, ao atendimento, aos pátios e aos espaços de uso comum; e o primeiro pavimento, destinado às salas de aula em geral. A implantação de pequenos pátios e de escadas secundárias garante, segundo o escritório, a multiplicidade de percursos na escola e a flexibilidade de acesso e de convivência dos alunos. O projeto da UBS foi criado a partir de blocos com pátios internos, com dois focos de qualificação: o externo (espaço urbano) e o interno (humanização funcional). O acesso à construção é feito partir de uma praça, que serve de local de encontro e deve atender à demanda em dias de grande fluxo, como aqueles de vacinação. A divisão do projeto é feita em três blocos.

A equipe vencedora é formada pelos arquitetos Alexandre Ruiz da Rosa, André D’Oliveira, Haraldo Freudenberg e Rodrigo Philippi, e conta com a colaboração de Lucas Freitas, Luca Fischer e Michela Neri. As estruturas do centro de ensino são de autoria de Ricardo Dias e o consultor de conforto da unidade básica de saúde é Aloísio Schmid. Confira a lista com os demais premiados:

Centro de Ensino Fundamental Segundo lugar: ArqBr + Estúdio MRGB. Consultoria estrutural: Vladmir Villaverde.
Terceiro lugar: Emerson Vidigal, Eron Costin, Fabio Faria, João Rosa e Martin Goic, com colaboração de Leonardo Venâncio, Marcelo Miotto e Mariana Gusmão.
Menção honrosa: Gustavo Cantuaria, Lucia Simaan e Daniel França. Menção honrosa: Moacir Júnior, Fábio Batista, Igor Spanger, Luciano Suski, Suzanna de Geus, Karin Klassen, Simone Born e Rodolfo Scuiciato.
Menção honrosa: Estevan Barin, Jenifer Vescia, Bruno Cassol, William Dal Carobo.
Menção honrosa: Gustavo Penna Arquitetos Associados. Consultores: Bedê Engenharia de Estruturas e Lumens Engenharia.
Menção honrosa: Corsi Hirano Arquitetos.
Menção honrosa: Sérgio Roberto Parada Arquitetos Associados.
Menção honrosa: Dal Pian Arquitetos.

Unidade Básica de Saúde
Segundo lugar: Hiperstudio, com colaboração de Filipe Battazza e David Melo.
Terceiro lugar: Estúdio MRGB + ArqBr.
Menção honrosa: Robson Canuto da Silva, Ana Luisa Rolim, Fábio Cordeiro de Andrade, Mateus Gibson, Natália Barretto, Vinícius de Lemos Santos e Mariana Lins.
Menção honrosa: Felipe Martins, Vitor Nunes, Henrique Rocha, Lucas Siqueira, Natália Taiane, Cainã Viera, Thaís Cavalcante, Tiago Alvarenga e Bruna Maia.
Menção honrosa: Aleph Zero. Assessoria estrutural: Jeferson Andrade e Ricardo Dias.
Menção honrosa: César Shundi Iwamizu. Coautores: Eduardo Pereira Gurian, Helena Ayoub e Bruno Salvador.
Menção honrosa: Republica Arquitetura + Carlos Garcia Arquitetura.
Menção honrosa: 0e1 + MASA.
Menção honrosa com destaque: Arquea Arquitetos.

Divulgação: AKDN

Divulgação: AKDN Divulgação: AKDN

Divulgados os 19 projetos finalistas do Prêmio Aga Khan de Arquitetura

Promovido a cada três anos, o Prêmio Aga Khan de Arquitetura divulgou no dia 9 de maio seus 19 finalistas do ciclo 2014-2016. Lançado em 1977, o prêmio identifica edifícios que representam as necessidades e as aspirações das comunidades em que os muçulmanos têm presença significativa.

Entre os selecionados, estão projetos de Zaha Hadid, Bjarke Ingels Group (BIG) e Jean Nouvel. Competiam com eles 348 trabalhos. O prêmio é de 1 milhão de dólares.

Os finalistas agora passarão por pesquisas rigorosas de arquitetos, especialistas em conservação e engenheiros estruturais nos próprios locais, que deverão visitar e julgar cada projeto.

O júri de 2016 é formado por Suad Amiry, Emre Arolat, Akeel Bilgrami, Luis Fernàndez-Galiano, Hameed Haroon, Lesley Lokko, Head, Mohsen Mostafavi, Dominique Perrault e Hossein Rezai.

Os finalistas são: New Power Station 4 , em Baku, Azerbaijão (Erginoğlu & Çalığlar Architects); Bait Ur Rouf Mosque, em Dhaka, Bangladesh (Marina Tabassum); Friendship Centre, em Gaibandha, Bangladesh (RBANA + Kashef Mahboob Chowdhury); Micro Yuan’er5 , em Pequim, China (ZAO + Standardarchitecture + Zhang Ke); Superkilen, em Copenhagen, Dinamarca (BIG); Manouchehri House, em Kashan, Irã (Akbar Helli + Shahnaz Nader); Tabiat Pedestrian Bridge, em Teerã, Irã (Diba Tensile Architecture + Leila Araghian e Alireza Behzadi); 40 Knots House, em Teerã, Irã (Habibeh Madjdabadi e Alireza Mashhadi Mirza); Royal Academy for Nature Conservation, em Ailoun, Jordânia (Khammash Architects); Bunateka Libraries, em várias localidades, Kosovo (Bujar Nrecaj Architects); Instituto Issam Fares, em Beirute, Líbano (Zaha Hadid Architects); Guelmim School of Technology, em Guelmim, Marrocos (Saad El Kabbaj, Driss Kettani e Mohamed Amine Siana); Casa-Port New Railway Station, em Casablanca, Marrocos (AREP + Groupe 3 Architectes); Makoko Floating Achool, em Lagos, Nigéria (NLÉ – Shaping the Architecture of Developing Cities + Kunlé Adeyemi); Doha Tower em Doha, Catar (Ateliers Jean Nouvel); King Fahad National Library 6 , em Rivadh, Arábia Saudita (Gerber Architekten International); Thread: Artist Residency and Cultural Centre, em Sinthian, Senegal (Toshiko Mori Architects); Nasrid Tower Restoration, em Huercal-Oyera, Espanha (Castillo Miras Arquitectos); Ceuta Public Library, em Ceuta, Espanha (Paredes Pedrosa Arquitectos).

Bernardes Arquitetura abre escritório em Portugal

O escritório carioca Bernardes Arquitetura inaugurou em abril uma filial em Lisboa, Portugal. Entre os projetos já existentes no país está o retrofit de um edifício, dois apartamentos em Lisboa e uma casa em Cascais. Para o sócio do escritório, Nuno Costa Nunes, a língua e o sistema métrico justificam a escolha pelo país. Também é compartilhada entre os sócios a ideia de que o Brasil tem potencial para exportar arquitetura.